Imposto de Renda: o dia está chegando. Só falta explicar quem fica com ele
Se o cidadão comum cometesse com o próprio dinheiro 1% dos abusos que o governo comete, já estaria quebrado e preso
Termina amanhã, dia 30 de maio, o prazo para a entrega da declaração anual de Imposto de Renda. Como todo ano. E milhões de brasileiros, apelidados de contribuintes, irão se debruçar sobre recibos, informes, códigos e tabelas para tentar entender por que diabos o tal Leão morde tanto e devolve tão pouco ou quase nada.
A sigla IR poderia muito bem ser “Indignação Recorrente”. Porque, na prática, não é um tributo. É um sequestro consentido. Você trabalha, paga contas, economiza e o governo aparece, toma uma baita fatia e lhe diz: “Confia em mim, que eu sei o que fazer com isso”. Mas a única coisa que faz, de fato, é gastar muito. Mal e porcamente. Sempre consigo mesmo – e cada vez mais.
O Senado, por exemplo, acaba de aprovar um generoso reajuste para seus servidores. Coisa fina. O impacto: R$ 75 bilhões até 2027. Isso mesmo! Setenta e cinco bilhões de reais. Para dar aumento a uma elite de funcionários públicos que já vive em outra galáxia salarial. Enquanto isso, o país afunda em filas do SUS, escolas sem professor, estradas esburacadas e insegurança pública.
Pague ou “teje preso”
O brasileiro comum paga a conta. E nem direito à reclamação tem: ou declara ou é multado. E se omite, vira bandido. A Câmara dos Deputados, aquela usina de gastos e projetos inúteis, aprovou a criação de mais 34 vagas. Mais assessores, mais verbas de gabinete, mais carros oficiais, mais salários, mais penduricalhos. Eis um dos motivos para o Estado nos levar, na mão grande, nossas horas de sangue, suor e lágrimas.
Daí, enquanto o número de parlamentares aumenta, o número de brasileiros que conseguem pagar as contas diminui. A carga tributária já consome quase 35% do PIB, uma das maiores do planeta. Trabalhamos cinco meses por ano apenas para sustentar a máquina pública, mas o retorno é de país falido: falido moralmente, eticamente, estruturalmente.
O Estado brasileiro não é apenas pesado. É obeso mórbido. Vive entubado no populismo fiscal, viciado em arrecadar mais para bancar privilégios, não para entregar serviços. Cada centavo que você declara está, na prática, financiando esse descontrole. Se o cidadão comum cometesse com seu próprio dinheiro 1% dos abusos que o governo comete com o dinheiro alheio, já estaria quebrado e preso. Mas, em Banânia, quem não paga imposto é criminoso. Quem desperdiça, é autoridade.