PF prende 5 e mira mandante de morte ligada a venda de sentenças no STJ

09.09.2026

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PF prende 5 e mira mandante de morte ligada a venda de sentenças no STJ
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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 28.05.2025 08:23 comentários
Brasil

PF prende 5 e mira mandante de morte ligada a venda de sentenças no STJ

Nova fase da investigação tem como foco identificar os mandantes e coautores do assassinato do advogado Roberto Zampieri

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3 minutos de leitura 28.05.2025 08:23 comentários 1
PF prende 5 e mira mandante de morte ligada a venda de sentenças no STJ
Foto: Divulgação/ Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 28, a sétima fase da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). 

A nova etapa da investigação tem como foco identificar os mandantes e coautores do assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Zampieri era considerado peça-chave no caso. A partir do conteúdo encontrado em seu celular, a PF identificou indícios de pagamentos de propina a desembargadores do TJ-MT e assessores de ministros do STJ. 

As mensagens apontam a existência de um esquema articulado por advogados, lobistas, empresários e servidores dos tribunais para comercialização de decisões judiciais.

A PF cumpre cinco mandados de prisão preventiva, quatro de monitoramento eletrônico e seis de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais. Também foram impostas medidas cautelares como recolhimento de passaportes, proibição de contato entre os investigados e recolhimento domiciliar noturno.

A operação foi autorizada por ordem do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito. 

Organização criminosa

Durante a investigação, a Polícia Federal identificou uma organização criminosa formada por civis e militares (ativos e da reserva) especializada em espionagem e homicídios por encomenda. O grupo, que se autodenominava “Comando C4” — sigla para “Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos” — teria sido responsável pelo assassinato de Zampieri.

Os agentes encontraram tabelas impressas com preços para diferentes tipos de execução, conforme a função da vítima, além de anotações com nomes de autoridades brasileiras, incluindo parlamentares e ministros do STF.

Os cinco alvos principais identificados até agora são:

  • Aníbal Manoel Laurindo: produtor rural, apontado como mandante;
  • Coronel Luiz Cacadini: suposto financiador do crime;
  • Antônio Gomes da Silva: acusado de ser o atirador;
  • Hedilerson Barbosa: suposto intermediador e dono da arma usada no crime;
  • Gilberto Louzada da Silva: também investigado.

As funções foram atribuídas pela Polícia Civil de Mato Grosso, que indiciou o grupo em 2024.

Execução do advogado

Zampieri foi executado com dez tiros dentro de seu carro, em frente ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá. 

Segundo a Polícia Civil, o advogado utilizava carro blindado há mais de cinco anos por temer retaliações.

Zanin já havia prorrogado o inquérito por 45 dias em março e autorizou nova ampliação de 60 dias em maio, após pedido da PF. 

A corporação argumentou que o esquema investigado se mostrou “mais sofisticado e complexo” do que se imaginava inicialmente.

Afastamento de desembargadores

As investigações levaram ao afastamento de dois desembargadores do TJ-MT pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e atingiram também assessores de ministros do STJ, suspeitos de envolvimento na venda de decisões. 

Um dos principais alvos da fase inicial da operação foi o empresário Andreson Gonçalves, conhecido como “lobista dos tribunais”, preso em 2023.

Segundo o STJ, nenhum ministro tinha conhecimento prévio das irregularidades, mas os servidores investigados foram afastados e respondem a processos administrativos.

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Comentários (1)

Edmar Alves Predebon

28.05.2025 09:47

Segundo o STJ, nenhum ministro tinha conhecimento prévio das irregularidades... Ainda bem!


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