Wolney vai prestar esclarecimentos sobre crise no INSS em comissão do Senado
É a primeira vez que Queiroz irá falar publicamente no Congresso sobre a crise no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)
A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) aprovou nesta terça-feira, 6, requerimento de autoria do presidente do colegiado, senador Dr. Hiran (PP-RR), para que o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), preste esclarecimentos sobre a crise no INSS e sobre o esquema de descontos ilegais de aposentadorias e pensões.
É a primeira vez que Queiroz irá falar publicamente no Congresso sobre a crise no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Segundo o colegiado, os parlamentares vão buscar esclarecimentos quanto à responsabilidade fiscal na gestão dos recursos e dos gastos públicos sob a competência do INSS.
Como mostramos mais cedo, paralelamente a isso, deputados e senadores de oposição ao governo Lula decidiram adiar, para a semana que vem, o protocolo de pedido de instalação da CPMI do roubo dos aposentados. A expectativa era que o documento sobre a crise no INSS fosse encaminhado para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, já nesta terça-feira, 6.
Agora, os deputados e senadores vão protocolar o pedido apenas em 20 de maio.
A crise do INSS pode ficar para depois?
Conforme apurou este portal, pesou na decisão dos parlamentares o fato de que o presidente do Congresso estar em viagem com o presidente Lula para a China e Rússia. Eles acreditam que, com essa nova data, será mais fácil intensificar as pressões para que o pedido de CPMI não fique na gaveta de Alcolumbre.
Além disso, os deputados e senadores da oposição pretendem conversar pessoalmente com Alcolumbre para falar sobre a importância da investigação sobre os descontos indevidos de aposentadorias e pensões do INSS.
O pedido de investigação foi subscrito por aproximadamente 185 deputados e 30 senadores.
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Ao contrário do que ocorre na Câmara, não há outra CPMI na fila. O que faz com que os deputados de oposição passarem a centrar forças exatamente em uma investigação envolvendo as duas casas legislativas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou a líderes partidários na semana passada que a CPI do roubo das aposentadorias teria que esperar outras 11 investigações que sequer foram iniciadas.
Uma das autoras do pedido da CPMI, Coronel Fernanda, afirmou ao programa Meio-Dia em Brasília que a oposição não vai desistir do outro pedido de investigação instaurado apenas na Câmara.
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