Avanço de cotas para pessoas trans é estupidez autoritária

o antagonista

Assine Entre

20.06.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista

Avanço de cotas para pessoas trans é estupidez autoritária

avatar
Catarina Rochamonte
7 minutos de leitura 30.04.2025 13:21 comentários
Análise

Avanço de cotas para pessoas trans é estupidez autoritária

Intolerante, irracional e antiuniversalista, o identitarismo ou wokismo, uma vez disseminado nas universidades, subverte toda a lógica dessas instituições, corrompendo sua própria essência

avatar
Catarina Rochamonte
7 minutos de leitura 30.04.2025 13:21 comentários 10
Avanço de cotas para pessoas trans é estupidez autoritária
Reprodução
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Acabo de ler que a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), instituição onde fiz meu doutorado em Filosofia, é a quarta universidade paulista a aprovar cotas para pessoas trans e travestis no curso de graduação. Tal política pública insensata não se limita a São Paulo.

Até abril de 2025, pelo menos 21 universidades públicas no Brasil adotaram políticas de cotas para pessoas trans, travestis e não binárias. Desse total, 15 são universidades federais e 6 são estaduais, conforme dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

Por que afirmo que se trata de uma política pública insensata? Por diversas razões, tanto técnicas quanto ético-morais.

Para uma apreciação pormenorizada dos aspectos técnicos, sugiro a leitura da nota técnica formulada pela Associação de Mulheres, Mães e Trabalhadoras do Brasil (Matria), cujos principais pontos passo a resumir aqui.

Falta de evidências de desvantagem material

O relatório da Matria mostra que a adoção das cotas trans não se sustenta em dados censitários ou estatísticos confiáveis sobre a população transgênero no Brasil que comprovem um grau de desvantagem material e discriminação comparável àqueles enfrentados por grupos raciais e econômicos historicamente marginalizados.

O que houve, de fato, foi uma generalização, sem rigor estatístico, de dados de “grupos muito pequenos de pessoas muito vulneráveis” para toda a população autodeclarada trans. Os dados, manipulados por ativistas, são contraditórios e enviesados.

Sob o termo “trans”, há um contingente de pessoas “altamente escolarizado, bem empregado e capaz de usufruir de bens e serviços típico das classes média e alta”.

Embora algumas pessoas trans em situação de vulnerabilidade mereçam políticas públicas específicas, as cotas trans, tal como estão sendo implementadas, não parecem direcionadas a esse público e tendem a desmoralizar ainda mais as ações afirmativas no Brasil.

O relatório da Matria também refuta alegações frequentemente usadas para justificar as cotas trans: “É comum afirmar que a expectativa de vida de pessoas trans no Brasil é de apenas 35 anos. Porém, essa afirmação é infundada e falsa.”

A metodologia do Trans Murder Monitoring, frequentemente citada para afirmar que o Brasil é o país que mais mata trans no mundo, é severamente criticada no referido relatório, por comparar números absolutos em vez de taxas de mortalidade por 100 mil habitantes e por depender de fontes não oficiais como notícias de internet, que não refletem a realidade da violência.

Indefinição dos beneficiários e dificuldade de controle

A nota técnica argumenta que a indefinição da categoria “transgênero” e a base exclusiva na autoidentificação tornam as cotas trans vulneráveis a fraudes e impossibilitam mecanismos de controle eficazes, em contraste com outras modalidades de cotas que possuem critérios objetivos e verificáveis.

A definição de “transgênero” se baseia em “estados interiores subjetivos dos indivíduos, que não podem ser contestados, refutados ou verificados”.

O documento destaca que o ordenamento jurídico brasileiro atual valoriza o princípio da auto-declaração para identidade de gênero, o que significa que a identidade não depende de ações como alteração de documentos, medicalização ou cirurgias: “No ordenamento jurídico brasileiro de hoje vale o princípio inegociável da auto-declaração.”

O próprio movimento transativista representa qualquer tentativa de verificação externa da identidade de gênero como uma forma de transfobia. Assim sendo, as cotas trans, baseadas na autoidentificação, impossibilitam mecanismos de controle.

Implementação sem debate público ou legislativo

Segundo o relatório da Matria, o processo de implementação das cotas trans está sendo introduzido de forma “açodada e antidemocrática”, sem o devido escrutínio público, acadêmico ou legislativo.

A nota cita o longo processo que levou à implementação das cotas raciais no Brasil, que envolveu décadas de debate público, acadêmico, midiático, legislativo e judiciário, culminando em leis específicas e decisões do STF:

“Independentemente de se ser a favor ou contra as cotas raciais, o fato é que seu processo de implementação foi longo, com muitas etapas e amplamente debatido pela sociedade, pela academia, pela mídia, pelo legislativo e pelo judiciário brasileiro.”

A adoção das cotas trans, por sua vez, tem ocorrido principalmente através de “resoluções dos conselhos universitários das próprias universidades ou dos colegiados de curso de pós-graduação”, frequentemente “provocadas” pelo Ministério Público Federal, sem passar pelo legislativo.

O relatório aponta também a falta de cobertura e debate equilibrado sobre as cotas trans na mídia, contrastando com o amplo espaço dedicado ao tema das cotas raciais. Além disso, menciona o tabu em torno do assunto nas universidades e casos de pesquisadores que foram atacados ou constrangidos por questionarem aspectos relacionados à identidade de gênero, o que impede um debate científico razoável.

A Matria argumenta que, ao instituir cotas para pessoas autodeclaradas transgênero, as universidades e outras instituições públicas estão “adentrando na esfera da criação de direitos, ou seja, a esfera legislativa, mesmo sem possuir competência para tal”.

Intolerância, irracionalidade e antiuniversalismo

Uma vez expostas, com ajuda da nota técnica da Matria, as refutações técnicas às cotas trans, passemos a uma argumentação mais filosófica e ético-política.

Antes de tratarmos especificamente da questão das cotas, convém enfatizar que toda essa maluquice em torno de uma suposta variedade de gêneros nada mais é que uma histeria ideológica coletiva que tenta subverter a biologia, negando a natureza e afirmando uma falsidade.

A expressão de ordem “mulher trans é mulher” é, ao mesmo tempo, negação da lógica e da natureza; é arroubo delirante do ser humano rebelde que insiste em confrontar seu desejo com o próprio real, negando o ser para afirmar sua vontade. Em linguagem freudiana, é o princípio de prazer totalmente descolado do princípio de realidade.

Intolerante, irracional e antiuniversalista, o identitarismo ou wokismo, uma vez disseminado nas universidades, subverte toda a lógica dessas instituições, corrompendo sua própria essência, que é a liberdade de pensamento, o cultivo do saber e o zelo pelo talento.

Por não encontrar palavras incisivas o suficiente para caracterizar a situação, trago a pena de Antônio Risério, do livro Identitarismo, em meu auxílio:

“O que se afirma e se exige é que o pensamento e a reflexão das universidades sejam colocados a serviço de objetivos político-ideológicos imediatos, como se a busca da verdade fosse um crime contra a humanidade. E a produção de conhecimento que se dane. […]

Os identitaristas, haters de esquerda, juram desejar instaurar um mundo menos opressivo, na prática, no entanto, onde quer que tenham poder, na universidade como na mídia, eles são a encarnação mesma do que pode haver de mais repressivo e opressivo.”

Sem privilégios

Não há justificativa legítima para cotas trans em universidades ou concursos públicos. Obviamente, não deve haver qualquer empecilho para que essas pessoas tenham acesso a tais instituições e ocupem cargos públicos. Mas elas devem concorrer em igualdade de condições, provar sua aptidão e talento, com qualquer um.

Facilitar acesso ao ensino superior gratuito para determinados grupos, a despeito do seu mérito individual, não faz nenhum sentido e é prejudicial. Uma sociedade na qual opção sexual, gênero ou raça são critérios para ingresso em uma instituição pública é uma sociedade sexista e racista.

Profundamente antiliberal, o identitarismo não combate privilégios, fomenta-os.

O talento está gradualmente se afastando das universidades públicas. Cooptadas, instrumentalizadas, vandalizadas e politizadas, elas tendem a se tornar, na melhor das hipóteses, irrelevantes; na pior, campos de doutrinação de uma sociedade totalitária.

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp
  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Mensagens de Vorcaro citam Wagner como intermediário de Lula

Mensagens de Vorcaro citam Wagner como intermediário de Lula
2

OAB envia ofício a Mendonça sobre monitoramento de advogados

OAB envia ofício a Mendonça sobre monitoramento de advogados
3

“O Neymar não conheceu a esposa dele na cadeia”, diz Nikolas a Lula

“O Neymar não conheceu a esposa dele na cadeia”, diz Nikolas a Lula
4

Mendonça manda remover posts de Sóstenes e do Val sobre Lula

Mendonça manda remover posts de Sóstenes e do Val sobre Lula
5

Governo Lula quer atrapalhar Mendonça nas investigações do Master e INSS?

Governo Lula quer atrapalhar Mendonça nas investigações do Master e INSS?
6

“Não poderia me importar menos”, diz Trump sobre Lula

“Não poderia me importar menos”, diz Trump sobre Lula
7

Crusoé: A derrota triunfal de Trump

Crusoé: A derrota triunfal de Trump
8

Do Cariri ao Vale do Jaguaribe: a rede de hospitais que redesenhou o mapa da saúde

Do Cariri ao Vale do Jaguaribe: a rede de hospitais que redesenhou o mapa da saúde
9

Renan Santos quer um motorhome

Renan Santos quer um motorhome
10

O Estado jamais combateu a corrupção porque é sócio dela

O Estado jamais combateu a corrupção porque é sócio dela
1

Mensagens de Vorcaro citam Wagner como intermediário de Lula

Mensagens de Vorcaro citam Wagner como intermediário de Lula
2

Senado registra menos diárias do que líder do governo Lula alegou

Senado registra menos diárias do que líder do governo Lula alegou
3

"O Neymar não conheceu a esposa dele na cadeia", diz Nikolas a Lula

"O Neymar não conheceu a esposa dele na cadeia", diz Nikolas a Lula
4

Trump volta a cogitar ação militar em Cuba

Trump volta a cogitar ação militar em Cuba
5

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada a ‘Dark Horse’

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada a ‘Dark Horse’
6

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB
7

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro
8

Cantora iraniana é condenada a chibatadas por cantar sem hijab

Cantora iraniana é condenada a chibatadas por cantar sem hijab
9

"Quem dera se a Janja fosse primeira-dama home office", diz Zema

"Quem dera se a Janja fosse primeira-dama home office", diz Zema
10

Líder do PL acusa Paes de empurrar CV para interior do Rio

Líder do PL acusa Paes de empurrar CV para interior do Rio
1

Polícia prende mais três suspeitos por morte em salto de rope jump

Polícia prende mais três suspeitos por morte em salto de rope jump
2

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula

Mais um teste para a popularidade artificial de Lula
3

3 orações para o Dia de Nossa Senhora da Consolata

3 orações para o Dia de Nossa Senhora da Consolata
4

Incêndio destrói resort na República Dominicana e mata turista

Incêndio destrói resort na República Dominicana e mata turista
5

PT pede que Bolsonaro volte à prisão

PT pede que Bolsonaro volte à prisão
6

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro

“Neymar é craque e Lula é presidente turista”, diz Flávio Bolsonaro
7

Maristela Basso na Crusoé: O que faz uma delação dar certo?

Maristela Basso na Crusoé: O que faz uma delação dar certo?
8

PF vai investigar invasão em sistema de alertas da Defesa Civil

PF vai investigar invasão em sistema de alertas da Defesa Civil
9

Governo Tarcísio tem 63,2% de aprovação em SP, aponta pesquisa

Governo Tarcísio tem 63,2% de aprovação em SP, aponta pesquisa
10

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB

PF vê semelhanças entre caso Jaques Wagner e propina no BRB

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp

Tags relacionadas

cotas ideologia de gênero Transgêneros
< Notícia Anterior

Crusoé: Trump culpa Biden mais uma vez

30.04.2025 00:00 4 minutos de leitura
Crusoé: Trump culpa Biden mais uma vez
Próxima notícia >

Aécio para governador de Minas?

30.04.2025 00:00 4 minutos de leitura
Aécio para governador de Minas?
avatar

Catarina Rochamonte

Professora e escritora, com graduação, mestrado e doutorado em Filosofia, e pós-doutorado na área de Direito.

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (10)

ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO

05.05.2025 17:38

O único tipo de cota que deveria existir (e olhem lá) seriam cotas por condição econômica da família e para alunos oriundos de escolas públicas. No caso dos oriundos de escola pública, os que cursaram vários anos, pelo menos todo o segundo grau, senão haveria muito "boyzinho" fazendo o terceiro ano em escola pública e com professor particular em casa para dar aquele reforço. Acho melhor do que o critério "cor da pele", afinal a população é muito miscigenada e existem pretos ricos e brancos pobres.


Clayton De Souza pontes

03.05.2025 09:23

Muito bom. Essas cotas trans são prejudiciais às cotas por critérios sociais, que são as unicas que considero justificáveis


Glecy Bragazzi Borja

01.05.2025 18:35

Excelente artigo. Contra fatos não há argumentos.


Washington

01.05.2025 10:14

É isto aí: é preciso defender a liberdade trans e os direitos trans, mas é também importante refutar a tentativa de supremacia trans.


Andre Luis Dos Santos

01.05.2025 01:00

V E R G O N H O S O!!!!! PQP 🤬


Maria Aparecida Visconti

30.04.2025 17:40

ótima análise


Maria Aparecida Visconti

30.04.2025 17:40

ótima análise


Ita

30.04.2025 15:26

Viva o mérito!!! fora os privilégios.


Washington

30.04.2025 15:22

Excelente! É bom relembrar o seguinte lema universalista: "Liberdade, Igualdade, Fraternidade!". E também se diz que na Democracia "todos são iguais perante a lei".


LEDI MACHADO DOS SANTOS

30.04.2025 14:48

Excelente matéria!


Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (10)

ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO

05.05.2025 17:38

O único tipo de cota que deveria existir (e olhem lá) seriam cotas por condição econômica da família e para alunos oriundos de escolas públicas. No caso dos oriundos de escola pública, os que cursaram vários anos, pelo menos todo o segundo grau, senão haveria muito "boyzinho" fazendo o terceiro ano em escola pública e com professor particular em casa para dar aquele reforço. Acho melhor do que o critério "cor da pele", afinal a população é muito miscigenada e existem pretos ricos e brancos pobres.


Clayton De Souza pontes

03.05.2025 09:23

Muito bom. Essas cotas trans são prejudiciais às cotas por critérios sociais, que são as unicas que considero justificáveis


Glecy Bragazzi Borja

01.05.2025 18:35

Excelente artigo. Contra fatos não há argumentos.


Washington

01.05.2025 10:14

É isto aí: é preciso defender a liberdade trans e os direitos trans, mas é também importante refutar a tentativa de supremacia trans.


Andre Luis Dos Santos

01.05.2025 01:00

V E R G O N H O S O!!!!! PQP 🤬


Maria Aparecida Visconti

30.04.2025 17:40

ótima análise


Maria Aparecida Visconti

30.04.2025 17:40

ótima análise


Ita

30.04.2025 15:26

Viva o mérito!!! fora os privilégios.


Washington

30.04.2025 15:22

Excelente! É bom relembrar o seguinte lema universalista: "Liberdade, Igualdade, Fraternidade!". E também se diz que na Democracia "todos são iguais perante a lei".


LEDI MACHADO DOS SANTOS

30.04.2025 14:48

Excelente matéria!



Icone casa
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé