Nísia Trindade já é ex-ministra na Austrália
Integrantes do PT disputam a vaga da atual titular da Saúde; Alexandre Padilha é favorito para assumir função
O presidente Lula indicou ao longo desta quinta-feira, 20, a interlocutores que deve mesmo substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, como primeiro passo da ampla reforma ministerial que será desencadeada após o Carnaval.
Como temos mostrado, Lula não vem demonstrando descontentamento com o rendimento da ministra. Esse desconforto aumentou ao longo de fevereiro, quando Lula registrou seu pior índice de popularidade entre todas as suas gestões. Para o petista, o Ministério da Saúde ainda não apresentou qualquer política pública de impacto que possa melhorar os índices de aprovação do petista.
Agora, conforme apurou este portal, a tendência é que Nísia seja substituída por Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais do governo Lula. Esse movimento agrada ao Centrão, já que abre uma porta para a cozinha do Palácio do Planalto. Um dos nomes mais cotados para substituir Padilha é do atual líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL). Bulhões, no entanto, nega qualquer movimento neste sentido.
A atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann, chegou a ser cogitada para assumir a secretaria de Relações Institucionais, mas Lula foi convencido que ela é ‘muito radical’ para o cargo e isso poderia agravar, ainda mais, a articulação política do governo federal com o Congresso Nacional.
Saída de Nísia Trindade pode beneficiar Arthur Lira
Outro movimento que também passou a ser defendido por integrantes do Centrão é que a vaga seja destinada ao ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Como mostramos, Lira não viu com bons olhos uma eventual realocação para o ministério da Agricultura. Uma alternativa seria justamente a nomeação dele para a pasta que é considerada a cozinha do Palácio do Planalto.
Apesar disso, Lira afirmou em entrevista ao jornal O Globo recentemente que uma reforma ministerial, de forma isolada, não vai salvar a articulação política do governo Lula.
Ao jornal fluminense, Lira declarou que as primeiras nomeações privilegiaram o Senado e que a Câmara, apesar de – na visão dele – ter entregue mais ao governo, tem sido menos contemplada com cargos e funções estratégicas na Esplanada dos Ministérios.
Leia mais: O fator Arthur Lira na reforma ministerial de Lula
“É fato que é necessária uma reforma ministerial. As nomeações originais da Esplanada foram feitas no calor da PEC da Transição. Ainda acho que o Senado ficou mais prestigiado que a Câmara e, no final, a Câmara votou mais fácil com o governo do que o Senado. Existem partidos que estão menos representados e dão mais votos. O governo deve ajustar isso, se entender que é a maneira de conseguir apoios”, disse o presidente da Câmara.
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Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
20.02.2025 20:47O Lula vai ter que nomear alguém que possa demitir para o cargo ocupado pelo Padilha, pois o governo deve continuar apanhando por não ter nada pra mostrar