Netanyahu confirma libertação de reféns mortos pelo Hamas
"Amanhã será um dia muito difícil para o Estado de Israel", afirmou o primeiro-ministro israelense
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que o Hamas libertará o corpo de quatro reféns mortos pelos terroristas nesta quinta-feira, 20.
“Amanhã será um dia muito difícil para o Estado de Israel. Um dia chocante, um dia de pesar. Estamos trazendo para casa quatro de nossos amados sequestrados, que caíram”, escreveu no X.
Em vídeo gravado, Netanyahu afirmou que o governo israelense está determinado para que “nunca mais aconteça”.
“Nós abraçamos as famílias, e o coração de uma nação inteira está dilacerado. Meu coração está dilacerado. O seu também. E o coração do mundo inteiro deveria estar dilacerado também, porque aqui vemos com quem estamos lidando, com o que estamos lidando — monstros. Lamentamos, sofremos, mas também estamos determinados a garantir que tal coisa nunca mais aconteça”, disse.
Família Bibas
Existe a expectativa de que, entre os corpos, três sejam da mulher Shiri Bibas e de suas filhas, Ariel, que tinha quatro anos no atentado, e Kfir, que tinha apenas nove meses, sequestradas durante a invasão de 7 de outubro de 2023.
O pai da família, Yarden Bibas, foi libertado no dia 1º de fevereiro.
Autoridades israelenses, porém, evitam confirmar a informação que foi divulgada pelo Hamas em respeito a pedidos de familiares.
Representantes das famílias dos reféns também não receberam a confirmação.
500 dias no inferno
O ataque terrorista do Hamas ao sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, completou 500 dias na segunda, 17.
Foram mortos 1.200 israelenses, enquanto centenas foram capturados pelos terroristas.
Até o momento, 19 reféns foram libertados após o acordo de cessar-fogo firmado por Israel e o Hamas.
Em Gaza, ainda estão 70 israelenses sequestrados.
Desses, pelo menos 35 estão mortos, segundo o Exército israelense.
No próximo sábado, 22, mais seis reféns serão libertados nesta primeira fase do acordo de cessar-fogo e de libertação dos civis.
Leia mais: “Crusoé: Israel evita dar prazo a familiares de reféns mortos pelo Hamas”
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