Forças armadas israelenses aumentam efetivo em Gaza
Em um comunicado oficial divulgado na terça-feira, 11 de fevereiro, à noite, o exército informou a decisão de incrementar os reforços com tropas adicionais e reservistas no local
Em meio a essas tensões internacionais, o primeiro-ministro israelense Benyamin Netanyahou fez uma advertência ao Hamas e ameaçou retomar “combates intensos” na faixa de Gaza se os reféns israelenses não forem libertados até sábado.
Netanyahou deixou claro que se as condições não forem atendidas, o cessar-fogo será encerrado e as operações militares serão intensificadas até que o Hamas seja derrotado definitivamente.
As Forças Armadas israelenses anunciaram o aumento do efetivo militar na região. Em um comunicado oficial divulgado na terça-feira, 11 de fevereiro, à noite, o exército informou que, em decorrência da avaliação atual da situação e da necessidade de elevar o nível de alerta na região sul, houve a decisão de incrementar os reforços com tropas adicionais e reservistas.
Esses eventos indicam uma potencial deterioração do já frágil estado de trégua vigente desde 19 de janeiro, suscitando preocupações acerca da estabilidade na região e das consequências humanitárias para os civis em Gaza.
Liga Árabe rechaça proposta de Trump
O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, criticou veementemente a proposta de Donald Trump a respeito de Gaza, que manifestou a intenção de transferir os palestinos de seu território. Ahmed Aboul Gheit classificou a proposta como “inaceitável” para o mundo árabe.
Durante sua participação no cúpula global de governos realizada em Dubai, Aboul Gheit enfatizou: “Nós, os árabes, temos lutado contra essa ideia por cem anos e não estamos dispostos a capitular agora”.
China
A China também se posicionou contra o que considera um “deslocamento forçado” da população de Gaza.
Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, declarou em coletiva de imprensa que “Gaza pertence aos palestinos e faz parte integrante do território palestino”, reafirmando a oposição de Pequim ao plano proposto por Trump.
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