Hamas a Israel: “A porta segue aberta para troca de reféns”
Grupo terrorista afirmou que o acordo de libertação de reféns estava suspenso até Israel "cumprir com suas obrigações"
Horas depois de comunicar a suspensão do acordo de libertação de reféns, o grupo terrorista Hamas afirmou nesta segunda-feira, 10, que “a porta continua aberta” para o cumprimento dos termos firmados com Israel.
No comunicado, o Hamas, porém, insta os mediadores do acordo de cessar-fogo a pressionarem Israel para “cumprir com suas obrigações“.T
“O Hamas fez esse anúncio intencionalmente cinco dias antes da entrega programada dos prisioneiros, dando aos mediadores tempo suficiente para pressionar a ocupação (israelense) a cumprir suas obrigações“, diz a nota.
Alegações
Mais cedo, o porta-voz das Brigadas Al-Qassam, Hudhaifa Kahlout, alegou o governo de Israel não cumpriu suas obrigações firmadas no acordo nas últimas três semanas.
Kahlou afirmou que as autoridades israelenses atrasaram o retorno de palestinos ao norte da Faixa de Goza e dispararam fogo contra civis.
Além disso, o terrorista disse que os responsáveis pela logística obstruíram o fluxo de ajuda humanitária de Gaza.
Os familiares dos reféns desaparecidos entraram em contato com os países mediadores do acordo para uma resolução do impasse.
Alerta
O ministro de Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a decisão do Hamas viola totalmente o acordo de cessar-fogo.
Segundo Katz, as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão instruídas a “se prepararem no mais alto nível para qualquer cenário possível em Gaza e a proteger as comunidades.”
“Não retornaremos à realidade de 7 de outubro“, afirmou.
Três reféns
Neste sábado, 8, três reféns israelenses foram libertados pelo Hamas como parte da trégua com Israel.
Ohad Ben Ami, Eli Sharabi e Or Levy foram entregues à Cruz Vermelha em Deir Al-Balah, no centro de Gaza, e levados para as forças israelenses.
Em troca, Israel soltará 183 prisioneiros palestinos, incluindo 18 condenados à prisão perpétua e 111 detidos em Gaza durante a guerra.
Os três reféns, sequestrados em 7 de outubro de 2023, apareceram pálidos e magros nas imagens transmitidas ao vivo. Antes da entrega, foram exibidos em um palco, segurando certificados e vestindo roupas que imitavam uniformes de prisioneiros ou militares.
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