Crusoé: EUA sancionam colonos judeus na Cisjordânia
Medida é um reflexo da crescente pressão política que Biden vem sofrendo do eleitorado jovem e mais à esquerda
A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, a imposição de sanções financeiras a quatro colonos judeus acusados de ameaçar a “paz, segurança e estabilidade” na Cisjordânia.
Segundo o presidente americano, Joe Biden (foto), as ações sancionadas envolvem intimidação de civis para que deixem suas casas, destruição e tomada de propriedades, e participação em atividades terroristas na Cisjordânia.
A região, ao leste do rio Jordão, é controlada pela Autoridade Palestina.
“Estas ações prejudicam os objetivos da política externa dos Estados Unidos, incluindo a viabilidade de uma solução de dois Estados e a garantia de que israelitas e palestinianos possam alcançar medidas iguais de segurança, prosperidade e liberdade”, disse Biden.
“Também minam a segurança de Israel e têm o potencial de levar a uma desestabilização regional mais ampla em todo o Médio Oriente, ameaçando o pessoal e os interesses dos Estados Unidos”, acrescentou.
Pressão sobre Biden
A medida adotada pelos EUA é um reflexo da crescente pressão política que Biden vem sofrendo do eleitorado jovem e mais à esquerda em relação sua postura de apoio à Israel em meio ao conflito recente em Gaza.
Inicialmente, Biden afirmou que os Estados Unidos estavam “100%” ao lado de Tel Aviv, entretanto, a pressão pela base democrata em pleno ano eleitoral o fez recuar.
A gestão Biden tem sido alvo constante de protestos que pedem o fim do apoio americano a Israel.
O embate em relação à questão palestina tem peso particular entre o eleitorado jovem e a população afro-americana, considerados grupos chave para que os democratas possam vencer as eleições contra Donald Trump em novembro de 2023.
Ligações entre ONU e Hamas em Gaza
O jornal americano Wall Street Journal publicou nesta segunda, 29 de janeiro, uma reportagem baseada em um relatório de inteligência israelense afirmando que cerca de 10% dos funcionários da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) têm conexões com terroristas do Hamas ou da Jihad Islâmica.
Considerando que a UNRWA tem 12 mil funcionários na Faixa de Gaza (foto), então pode-se concluir que 1.200 empregados da agência têm alguma relação com o terror.
Quando se consideram apenas os funcionários homens, a porcentagem de pessoas com alguma conexão com o terrorismo é ainda maior: 23%.
Essa porcentagem de 23% na UNRWA é maior do que a encontrada entre o total da população masculina na Faixa de Gaza, que é de 15%.
Em outras palavras, a agência da ONU concentra uma quantidade maior de pessoas com conexão ao terror do que no restante da população da Faixa de Gaza.
Quase metade de…
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