O deputado federal Zé Vítor (PLMG) assumiu a presidência da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados de olho no desempenho do governo Lula na vacinação.
“É uma vergonha a campanha de vacinação do atual governo. Nós não encontramos elementos que provem que houve de fato um esforço para garantir que os números de vacinação pudessem melhorar no Brasil. Se perderam no palanque, se perderam no discurso e não conseguiram trazer isso para prática”, disse o deputado em uma entrevista ao Meio-Dia em Brasília.
O parlamentar também falou sobre as prioridades para o colegiado, incluindo o financiamento do sistema de saúde, planos de saúde, saúde materna e indígena, tratamentos oncológicos e cardiológicos, distribuição de medicamentos e vacinas, além de questões relacionadas às carreiras e remuneração dos profissionais de saúde.
Fiscalização
Zé Vítor enfatizou a importância de fiscalizar o orçamento do Ministério da Saúde e de usar emendas de comissão para alocar recursos de maneira eficaz. Ele prometeu diálogo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e destacou a necessidade de debates francos sobre as políticas de saúde.
O presidente da Comissão de Saúde criticou a gestão do governo Lula, especialmente em relação à vacinação, apontando a falta de um programa efetivo de imunização, com ênfase na luta contra a dengue. Ele destacou a queda nos índices de vacinação no país e a ausência de uma estratégia clara para enfrentar esse desafio.
Saúde mental e carreira médica
Além disso, Zé Vítor abordou a questão da saúde mental, reconhecendo a necessidade de um programa eficaz para lidar com essa área, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
O deputado expressou preocupação com a falta de uma estratégia governamental eficiente para tratar da saúde mental.
O parlamentar também destacou a importância de melhorar e acelerar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), apontando problemas como financiamento insuficiente, falta de especialistas em áreas remotas e a necessidade de incorporar tecnologia para aprimorar o atendimento.
Ele mencionou a necessidade de discutir a carreira médica como uma forma de incentivar profissionais a trabalharem em regiões mais carentes.
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