Nos anos 1990, o então deputado federal Jair Bolsonaro se posicionava como um saudosista do regime militar e afirmava que o povo brasileiro sentia falta da ditadura instalada em 1964.
O discurso foi sendo modulado ao longo dos anos, mas a essência militarista e corporativista permaneceu durante sua ascensão à Presidência da República e a queda, consumada no sábado, 22, quando o ex-presidente foi preso em regime fechado preventivamente.
Madeleine Lacsko apresenta todo esse caminho em um episódio especial do Narrativas Antagonista, intitulado Bolsonaro, de baixo clero a mito e agora na cadeia, que pode ser assistido no canal de YouTube de O Antagonista ou no player ao fim deste texto.
Cercadinho
O mandato presidencial de Bolsonaro inaugurou um novo estilo de comunicação, marcado por polêmicas como a postagem sobre “golden shower” em seu primeiro Carnaval.
Outra inovação foi o “cercadinho” no Palácio do Planalto, que se tornou um “espetáculo diário de humilhação e ridicularização de repórteres”.
O documentário também aborda a gestão da pandemia de covid, notável pelas declarações insensíveis do presidente, que levaram muitos apoiadores a rever suas posições.
Madeleine destaca o confronto de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) alimentado pela sugestão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de que, caso o STF agisse contra o pai, bastaria “um soldado e um cabo” para fechar a Corte.
Esse conflito culminou em sua prisão, antes mesmo do trânsito em julgado do processo em que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, após ele tentar violar a tornozeleira eletrônica por meio da qual era monitorado em prisão domiciliar.
Assista à íntegra do documentário: