Quem é Rodrigo Pacheco?

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6 minutos de leitura 09.04.2021 19:24 comentários
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Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é o atual presidente do Senado Federal. Ele foi eleito para o cargo com apoio de Jair Bolsonaro, do PT e do Centrão...

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Quem é Rodrigo Pacheco?
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é o atual presidente do Senado Federal. Ele foi eleito para o cargo com apoio de Jair Bolsonaro, do PT e do Centrão. 

O senador é advogado criminalista de formação, já atuou em casos ligados ao mensalão e ocupou o posto de conselheiro da OAB.

Pacheco entrou para a política em 2014, como deputado federal, e foi eleito senador em 2018. Chegou à presidência do Senado em 2021.

Pacheco é integrante do comitê de crise criado pelo governo, em março de 2021, para conter o agravamento da pandemia de Covid-19. Ele vem se negando a dar andamento ao pedido de CPI para investigar os crimes cometidos pelo governo em meio à crise sanitária, mas foi obrigado a fazê-lo por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, que foi provocado por uma ação movida pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru.

Formação e carreira como advogado

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Pacheco nasceu em Porto Velho, Rondônia, em 1976, mas,logo depois sua família voltou para Passos, em Minas Gerais, onde ele cresceu.

O senador se formou em direito na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em 2000, e se especializou em direito penal econômico pelo Instituto Brasileiro de Ciências Econômicas Criminais (IBCCRIM). Pacheco atuou como criminalista.

Como advogado, o atual senador participou do grupo que defendeu dirigentes do Banco Rural no escândalo do mensalão.

Pacheco foi defensor dativo da Justiça Federal, membro do Conselho de Criminologia e Política Criminal do Estado de Minas Gerais e auditor do Tribunal de Justiça Desportiva.

O criminalista foi conselheiro seccional da OAB por dois mandatos e presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados. Em 2012, foi eleito Conselheiro Federal da OAB por Minas Gerais, o mais jovem a ocupar o cargo.

Carreira Política

Reprodução/TV Senado/YouTube

Rodrigo Pacheco ingressou na política em 2014, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais, com 92.743 votos. Desde então, o advogado já investiu mais de R$ 8 milhões do próprio bolso em suas campanhas.

Na Câmara, coordenou a bancada do MDB na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tornou-se o primeiro vice-presidente do colegiado e, em 2017, presidente. No posto, Pacheco votou propostas como a Reforma Trabalhista e validou as assinaturas das “Dez Medidas contra a Corrupção”. O então deputado articulou para que as duas denúncias contra Michel Temer por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da justiça fossem rejeitadas ou arquivadas.

Ainda em 2016, Pacheco votou pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. No mesmo ano, o então deputado disputou a Prefeitura de Belo Horizonte, ficando em terceiro lugar, com 118.772 votos.

Em 2018, Pacheco deixou o MDB e se filiou ao DEM, como pré-candidato ao governo de Minas Gerais. No meio do caminho, a candidatura foi abortada e ele se candidatou ao Senado.

Pacheco foi eleito na primeira colocação com mais de 3,6 milhões de votos, deixando de fora candidatos como a ex-presidente Dilma Rousseff.

Atuação no setor de transporte rodoviário

Foto: Adriano Machado/Crusoé

Rodrigo Pacheco é também empresário do setor de transporte rodoviário. Como senador, fez acordo com o governo para aprovar um projeto de lei que restringe o mercado de ônibus, reduz em três vezes o valor máximo das multas aplicadas, cancela a concessão a novos concorrentes e, simplesmente, anula todas as sanções já aplicadas até hoje pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O senador indicou um assessor do próprio gabinete para dirigir a agência, responsável por fiscalizar suas empresas. O escolhido, Arnaldo Silva Júnior, é ex-deputado e dirigente do DEM, não tem experiência na área e é condenado por improbidade administrativa.

Atuação como presidente do Senado 

Foto: Alan Santos/PR

Diante da decisão do STF que vetou a possibilidade de reeleição do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em dezembro de 2020, Rodrigo Pacheco surgiu como possibilidade. A candidatura conseguiu reunir o apoio do governo Bolsonaro, do PT e do Centrão. Sua adversária, a candidata, Simone Tebet, do MDB, acabou perdendo parte do apoio do próprio partido e o senador venceu a disputa com 57 votos e uma larga vantagem.

Desde que assumiu, Pacheco vinha sendo pressionado pelos parlamentares a dar andamento ao pedido de instauração da  CPI, que tem o objetivo de investigar os crimes cometidos pelo governo federal durante a pandemia. O presidente do Senado ignorou a solicitação, até que o ministro do STF Luís Roberto Barroso ordenou a instalação da comissão parlamentar de inquérito, em liminar concedida numa ação movida pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru.

Em março de 2021, Pacheco passou a integrar o comitê da Covid-19, criado tardiamente pelo governo para buscar conter o agravamento da disseminação do coronavírus pelo país.

Histórico:

Foto: Marcos Corrêa/PR

1976 – Nasce Rodrigo Pacheco, em Porto Velho, Rondônia. Seus pais retornam para Passos, em Minas Gerais, depois do nascimento. 

2000 –  Rodrigo se forma em Direito na PUC Minas.

2009 – Pacheco se filia ao então PMDB.

2012 – Pacheco é eleito conselheiro federal da OAB em 2012.

2014 – Pacheco é eleito deputado federal por Minas Gerais.

2016 – O parlamentar disputa a Prefeitura de Belo Horizonte e fica em terceiro lugar.

2018 –  O deputado deixa o MDB e ingressa no DEM para disputar uma vaga no Senado. Pacheco derrota candidatos como Dilma Roussef e é eleito senador por Minas Gerais.

2020 – STF veta a possibilidade de reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Bloco ligado ao senador procuram um nome para substituí-lo.

2021 – Rodrigo Pacheco surge como o candidato de Jair Bolsonaro, do PT e do Centrão. Ele derrota Simone Tebet sem grandes dificuldades e é eleito presidente do Senado.

Senadores protocolam pedido de CPI da Covid-19, com objetivo de investigar os crimes cometidos pelo governo federal em meio à pandemia. Pacheco não dá andamento.

Em meio ao agravamento da pandemia, o governo cria um comitê de combate à Covid-19, coordenado por Rodrigo Pacheco.

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