Suporte emocional marca tratamento oncológico no Iamspe
Pacientes com câncer relatam melhora com acompanhamento próximo da equipe médica e apoio familiar durante terapia
O combate ao câncer extrapola os efeitos farmacológicos. Oncologistas que atuam no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) em São Paulo defendem que o suporte social e o apoio familiar reduzem o impacto emocional do tratamento nas neoplasias. Os regimes terapêuticos provocam sintomas adversos que afetam a qualidade de vida, energia e independência dos pacientes durante meses.
Marcos Antônio Cavalari, oncologista na Santa Casa de Misericórdia de São José do Rio Preto, aponta que o diagnóstico marca um ponto crítico na trajetória pessoal: “Informações sobre os possíveis efeitos colaterais e como combatê-los são fundamentais, assim como a assistência da rede de apoio e a proximidade com a equipe médica”.
O acompanhamento contínuo reduz a ansiedade e mantém o paciente orientado sobre cada etapa do processo. A equipe também oferece recursos para controlar efeitos colaterais que comprometem o bem-estar e a disposição.
Caso na prática
Aparecida Santos, 67, descobriu tumor colorretal em 2024 após dor pélvica. A cirurgia de extirpação ocorreu em agosto daquele ano. Exames posteriores identificaram nódulos hepáticos, indicando propagação da doença. O quadro levou à quimioterapia com 12 sessões.
“É um momento de muito medo, e contar com acolhimento nessa fase é essencial para não se abater. Além disso, a agilidade com a qual comecei o tratamento oncológico pelo Iamspe e o compromisso da equipe de saúde da Santa Casa de São José do Rio Preto fizeram toda a diferença no meu tratamento”, relata a moradora de Santa Albertina.
Mesmo aposentada, Santos mantém função de coordenadora em escola municipal. Ela afirma que a atividade laboral funcionou como escudo contra pensamentos intrusivos sobre a doença: “Eu fazia o esforço que fosse para realizar as minhas atividades. Percebo que lutar contra essa enfermidade transformou a minha visão de mundo e, hoje, dou valor a situações cotidianas, como trabalhar ou conversar com um amigo no corredor”.
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