Esse remédio queridinho no Brasil é proibido em diversos países

28.10.2026

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Esse remédio queridinho no Brasil é proibido em diversos países
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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 22.06.2025 13:02 comentários
Saúde

Esse remédio queridinho no Brasil é proibido em diversos países

O que dizem as evidências?

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Esse remédio queridinho no Brasil é proibido em diversos países
Remédios. Créditos: depositphotos.com / robeo123

A dipirona, também conhecida como metamizol, é um medicamento amplamente utilizado em diversos países para o alívio da dor e redução da febre. No entanto, sua comercialização está proibida nos Estados Unidos e em várias nações europeias desde a segunda metade do século XX. Essa restrição levanta questionamentos sobre os motivos que levaram autoridades de saúde a adotar medidas tão rigorosas em relação ao uso desse analgésico.

Apesar de ser considerada eficaz em muitos contextos, a dipirona tornou-se alvo de debates internacionais devido a potenciais riscos associados ao seu consumo. As decisões regulatórias variam conforme o país, mas a preocupação central envolve a segurança do paciente e a ocorrência de efeitos adversos graves, que motivaram a retirada do medicamento de alguns mercados.

O que é a dipirona e como ela age no organismo?

A dipirona pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e é utilizada principalmente para tratar dores moderadas a intensas, além de quadros febris resistentes a outros medicamentos. Sua ação ocorre por meio da inibição de enzimas envolvidas na produção de substâncias que provocam dor e inflamação, promovendo alívio sintomático.

Além de sua eficácia, a dipirona destaca-se por apresentar baixo potencial de causar irritação gástrica, um efeito colateral comum em outros analgésicos. Por esse motivo, é frequentemente escolhida em países onde seu uso é permitido, especialmente em situações em que outros medicamentos não são recomendados.

Por que a dipirona foi proibida em alguns países?

A principal razão para a proibição da dipirona em diversos países está relacionada ao risco de agranulocitose, uma condição rara, porém grave, caracterizada pela diminuição acentuada de glóbulos brancos no sangue. Essa reação pode comprometer o sistema imunológico, tornando o organismo mais vulnerável a infecções severas.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) decidiu retirar a dipirona do mercado em 1977, após relatos de casos de agranulocitose associados ao uso do medicamento. Na Europa, países como Alemanha, Reino Unido e Suécia também adotaram medidas semelhantes, baseando-se em dados epidemiológicos e no princípio da precaução.

Quais são os argumentos a favor e contra a dipirona?

Entre os defensores da dipirona, destaca-se o argumento de que a incidência de agranulocitose é extremamente baixa, especialmente quando comparada à quantidade de pessoas que utilizam o medicamento sem apresentar efeitos adversos. Além disso, ressaltam a importância da dipirona como opção terapêutica em casos em que outros analgésicos não são eficazes ou apresentam contraindicações.

Por outro lado, autoridades de saúde que optaram pela proibição enfatizam que, mesmo sendo rara, a agranulocitose pode ser fatal e não existe um método seguro para prever quais pacientes estão em maior risco. Diante disso, preferem restringir o acesso ao medicamento e recomendar alternativas consideradas mais seguras.

Esse remédio queridinho no Brasil é proibido em diversos países
Dipirona – Créditos: depositphotos.com / DIGICOMPHOTO

Como outros países lidam com o uso da dipirona?

Em nações como Brasil, México, Rússia e Índia, a dipirona permanece disponível e é amplamente prescrita, tanto em hospitais quanto em farmácias. Nesses locais, o medicamento é considerado seguro quando utilizado sob orientação médica e com acompanhamento adequado.

Alguns países europeus, como Espanha e Portugal, optaram por manter a dipirona no mercado, mas com restrições específicas, como a exigência de receita médica e o monitoramento de possíveis efeitos adversos. Essas estratégias buscam equilibrar os benefícios do medicamento com a necessidade de proteger a saúde pública.

Existe perspectiva de reavaliação da dipirona nos Estados Unidos e Europa?

Periodicamente, agências reguladoras revisam as evidências científicas disponíveis sobre medicamentos, incluindo a dipirona. No entanto, até 2025, não houve mudanças significativas nas políticas de proibição nos Estados Unidos e em vários países europeus, que mantêm restrições baseadas em critérios de segurança.

Enquanto isso, pesquisas continuam sendo realizadas para avaliar o perfil de risco-benefício da dipirona em diferentes populações. O debate permanece aberto, com a possibilidade de futuras revisões conforme novos dados científicos sejam apresentados e analisados pelas autoridades de saúde.

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