Cardiologista revela hora do dia para nunca tomar café
Veja os riscos e alternativas saudáveis.
Durante o meio da manhã, muitas pessoas sentem uma queda de energia e buscam alternativas rápidas para se manterem alertas. O café, conhecido por seu efeito estimulante, costuma ser a escolha preferida. No entanto, especialistas em saúde cardiovascular têm chamado a atenção para os possíveis impactos do consumo de cafeína nesse período do dia, especialmente para determinados grupos de risco.
A cafeína é amplamente reconhecida por sua capacidade de estimular o sistema nervoso central, promovendo sensação de disposição. Contudo, o consumo desse estimulante entre 10h e 11h pode interferir nos níveis de cortisol, hormônio fundamental para o funcionamento do organismo. O cortisol, além de regular o estresse, influencia a pressão arterial, a inflamação e o metabolismo energético. Alterações em sua concentração, provocadas pela ingestão de cafeína, podem não trazer o efeito revigorante esperado.
Por que o café no meio da manhã pode não ser a melhor escolha?
Durante o final da manhã, o corpo passa por uma redução natural dos níveis de cortisol. Ingerir cafeína nesse momento pode elevar ainda mais esse hormônio, potencializando o chamado “tom simpático”, que está relacionado à resposta de luta ou fuga do organismo. Isso pode resultar em aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, especialmente em pessoas que não estão habituadas ao consumo regular de café.
Além disso, estudos indicam que mesmo o café descafeinado pode desencadear efeitos semelhantes em indivíduos sensíveis, sugerindo que outros componentes da bebida também desempenham papel relevante. Por esse motivo, cardiologistas recomendam cautela, principalmente para quem apresenta predisposição a problemas cardiovasculares ou distúrbios de ansiedade.
Quais grupos devem evitar o café extra no meio da manhã?
Algumas pessoas são mais suscetíveis aos efeitos adversos da cafeína nesse horário. Entre elas estão:
- Indivíduos com ansiedade ou sensibilidade aumentada à cafeína
- Pessoas com metabolismo lento para cafeína, muitas vezes devido a variantes genéticas
- Mulheres em períodos de menstruação ou perimenopausa
- Pessoas com hipertensão ou pré-hipertensão
- Indivíduos com histórico de doenças cardiovasculares
Para esses grupos, o consumo frequente de uma segunda xícara de café no meio da manhã, especialmente em jejum, pode contribuir para o acúmulo de efeitos negativos ao longo do tempo, como aumento do risco de doenças cardíacas e alterações metabólicas.

Qual a quantidade segura de cafeína por dia?
A recomendação da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) para adultos é de até 400 miligramas de cafeína por dia, o que equivale a cerca de duas a quatro xícaras de café filtrado. Vale lembrar que a sensibilidade à cafeína varia de pessoa para pessoa, e até mesmo cafés descafeinados contêm pequenas quantidades da substância.
- Evite ultrapassar o limite diário recomendado de cafeína.
- Prefira consumir café nas primeiras horas da manhã, quando o impacto sobre o cortisol é menor.
- Evite tomar café em jejum, pois isso pode potencializar efeitos indesejados.
- Observe sinais do corpo, como palpitações ou ansiedade, e ajuste o consumo conforme necessário.
Quais alternativas ao café para combater o cansaço matinal?
Existem estratégias simples e eficazes para aumentar a energia sem recorrer à cafeína extra. Manter uma alimentação equilibrada e realizar pequenas refeições ao longo do dia pode ajudar a estabilizar os níveis de energia. Caminhadas curtas e hidratação adequada também são aliados importantes, já que a desidratação pode ser confundida com fadiga.
Em 2025, a busca por hábitos mais saudáveis inclui repensar o consumo de estimulantes e adotar práticas que favoreçam o bem-estar geral. O café continua sendo uma bebida apreciada e pode trazer benefícios quando consumido com moderação e no momento adequado. Avaliar o próprio organismo e respeitar os limites individuais são atitudes essenciais para manter a saúde em dia e evitar efeitos indesejados associados ao excesso de cafeína.
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