Calor intenso pode aumentar o risco de infarto, segundo especialistas
Veja os sintomas silenciosos que não podem ser ignorados, especialmente por quem já tem risco
Calor intenso deixou de ser um evento isolado e passou a fazer parte da rotina em muitas regiões do Brasil, especialmente nos últimos verões. Além de afetar o conforto diário, as altas temperaturas representam um desafio importante para o coração e o sistema cardiovascular, exigindo mais do organismo para manter a temperatura interna estável e aumentando o risco de descompensações, sobretudo em pessoas vulneráveis.
Como o calor intenso interfere no funcionamento do coração?
Em dias muito quentes, o organismo envia mais sangue para a pele para dissipar calor, o que faz o coração trabalhar em ritmo acelerado. Os vasos sanguíneos se dilatam, a pressão arterial pode oscilar e a frequência cardíaca tende a aumentar, especialmente sob esforço físico ou desidratação.
Para quem tem hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou histórico de infarto, esse cenário eleva o risco de descompensações. Estudos de saúde pública indicam aumento de internações cardiovasculares durante ondas de calor, sobretudo em grandes centros urbanos, onde poluição e ilhas de calor agravam o problema.
Quais são os principais riscos cardiovasculares do calor extremo?
O suor excessivo leva à perda de água e sais minerais, deixando o sangue mais concentrado e dificultando a circulação, o que pode favorecer coágulos. Idosos, pessoas com doenças crônicas, gestantes e crianças pequenas são especialmente sensíveis a essas alterações e exigem atenção redobrada.
O calor também pode interferir na eficácia de alguns medicamentos, sobretudo os usados para pressão alta e problemas cardíacos. Nessas situações, o acompanhamento médico é essencial para ajustar doses, orientar hidratação adequada e avaliar sinais precoces de sobrecarga do coração.
Assista um vídeo do canal Julio Pereira com detalhes de como evitar consequências para a saúde no calor intenso:
Quais cuidados diários protegem o coração no calor intenso?
A hidratação adequada é um dos pilares de proteção cardiovascular em dias quentes, ajudando a manter o volume de sangue e a facilitar o trabalho do coração. Líquidos devem ser ingeridos em pequenos goles ao longo do dia, respeitando orientações médicas em casos de restrição hídrica.
Também é importante priorizar ambientes frescos e ventilados, usar roupas leves, evitar esforço físico intenso nas horas mais quentes, reduzir álcool e bebidas muito açucaradas e nunca ajustar medicamentos por conta própria. Idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida devem receber oferta frequente de líquidos, mesmo sem referir sede.
Quais sinais indicam que o coração está sobrecarregado pelo calor?
Reconhecer sintomas de alerta ajuda a reduzir complicações em períodos de calor extremo, principalmente quando surgem de forma súbita ou diferente do habitual. Em idosos e pessoas com doenças crônicas, o quadro pode ser atípico, com mal-estar geral ou queda brusca da pressão.
Entre os sinais que exigem atenção imediata, destacam-se:
Falta de ar em repouso
Dificuldade para respirar mesmo em repouso ou aos menores esforços pode indicar comprometimento cardíaco ou pulmonar.
Dor ou pressão no peito
Desconforto no peito, com irradiação para braço, pescoço ou mandíbula, é um sinal clássico de alerta cardiovascular.
Tontura ou desmaio
Sensação de tontura, desmaios ou quase desmaios podem estar associados a alterações na circulação ou no ritmo cardíaco.
Palpitações
Batimentos acelerados, irregulares ou sensação de coração disparado merecem avaliação médica.
Edema em pernas e pés
Inchaço súbito em pernas, tornozelos ou pés pode indicar falha na circulação ou no funcionamento do coração.
Cansaço fora do comum
Fadiga intensa em atividades simples pode ser um sinal precoce de problemas cardíacos ou sistêmicos.
Como organizar a rotina para reduzir os impactos do calor no coração?
Planejar o dia a dia em função da previsão do tempo ajuda a diminuir a sobrecarga física e o estresse térmico sobre o coração. Sempre que possível, atividades externas devem ser deslocadas para o início da manhã ou fim da tarde, quando a temperatura é mais amena.
Manter a casa ventilada, com janelas abertas e uso adequado de ventiladores ou ar-condicionado, faz diferença na sensação térmica. Pausas regulares para descanso, alimentação leve e atenção aos sinais do corpo completam a estratégia para preservar a saúde cardiovascular em um clima cada vez mais quente.
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