Borja Quiroga, nefrologista: “Quando bebemos menos de um litro e meio de água, os rins podem ficar desidratados e podemos sofrer muito”
A saúde renal resume processos vitais: os rins filtram o sangue, eliminam resíduos pela urina e mantêm estáveis níveis de água e minerais.
A saúde dos rins é um pilar central para o equilíbrio do organismo. Esses órgãos atuam como filtros finos, removendo substâncias que o corpo não precisa, ajustando o volume de líquidos e contribuindo para a regulação da pressão arterial.
Quando a função renal começa a se alterar, o corpo muitas vezes não envia sinais claros, o que torna a prevenção e o acompanhamento periódico ainda mais relevantes, como ressalta o nefrologista e criador de conteúdo Borja Quiroga, em vídeo compartilhado na sua rede social.
Por que a função dos rins é essencial para o organismo
A saúde renal resume processos vitais: os rins filtram o sangue, eliminam resíduos pela urina e mantêm estáveis níveis de água e minerais.
Também participam da produção de hormônios que regulam a pressão arterial e estimulam a formação de glóbulos vermelhos, influenciando o transporte de oxigênio.
Na doença renal crônica, o principal risco é a perda lenta da capacidade de filtragem, muitas vezes sem sintomas nas fases iniciais. Exames simples, como creatinina no sangue e análise de urina, permitem detecção precoce.
Encarar a função renal como um “continuum” ajuda a entender o impacto de pequenas mudanças em pressão, glicemia e estilo de vida.
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Creatina faz mal para os rins em pessoas saudáveis
A creatina é um dos suplementos mais discutidos quando o tema é saúde dos rins.
Em indivíduos com função renal normal e uso dentro das doses recomendadas, estudos recentes indicam que ela tende a ser segura, embora possa elevar levemente a creatinina sem significar dano real.
O contexto clínico é fundamental na interpretação de exames, considerando massa muscular, dieta, hidratação e outros suplementos.
Em quem já tem doença renal ou faz diálise, o uso deve ser individualizado, com monitorização de creatinina e urina, e sempre com supervisão nefrológica.
Como obesidade e proteína influenciam a saúde dos rins
A relação entre obesidade e rins ganhou destaque porque o excesso de gordura interfere na função renal, favorece inflamação crônica e aumenta o risco de hipertensão e diabetes.
Tratar obesidade, pressão e resistência à insulina funciona, na prática, como um “tratamento renal antecipado”. Quanto ao consumo de proteína e suplementos, em pessoas saudáveis, ingestões em torno de até 2 a 2,5 g/kg/dia tendem a ser bem toleradas pelos rins.
Já em quem tem comprometimento renal, a quantidade total de proteína deve ser ajustada conforme estágio da doença, massa muscular e orientação de nefrologista ou nutricionista.
Quais cuidados diários ajudam a proteger a função renal
Alguns hábitos cotidianos ajudam a preservar a função renal e retardar a progressão de danos, mesmo quando não é possível evitar totalmente a insuficiência renal.
Essas medidas simples, baseadas em evidências, podem ser incorporadas ao dia a dia.
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| Cuidado Essencial | Por que isso importa para os rins |
|---|---|
| Monitorar pressão arterial e glicemia | Hipertensão e diabetes estão entre as principais causas de dano renal silencioso e progressivo. |
| Manter peso adequado | A redução do excesso de gordura corporal diminui a sobrecarga sobre os filtros renais. |
| Rever medicamentos e suplementos | O uso prolongado de anti-inflamatórios e alguns suplementos pode comprometer a função dos rins. |
| Realizar exames de rotina | Creatinina, taxa de filtração e exame de urina permitem detectar alterações precoces. |
| Ajustar a ingestão de água | O consumo deve ser adaptado às necessidades individuais e às condições de saúde. |
Com diagnóstico precoce, controle de pressão e glicose, ajustes na dieta e revisão de medicamentos, é possível reduzir a velocidade de deterioração dos rins e adiar a necessidade de diálise.
Informação confiável e acompanhamento profissional colocam o paciente como protagonista do cuidado renal.
Qual é o papel da hidratação na saúde dos rins?
A ideia de que “beber pouca água sempre destrói o rim” é simplista. Os rins conseguem concentrar a urina e se adaptar a variações, desde que se atinja um mínimo diário, muitas vezes em torno de 1,5 litro, ajustado ao clima, saúde e atividade física.
Abaixo disso, aumenta o risco de desidratação e queda da perfusão renal.
Personalizar a hidratação é essencial, observando sede, cor da urina e recomendações específicas, como em casos de cálculos renais ou insuficiência cardíaca.
Nem todos precisam de 3 litros fixos, mas quase todos se beneficiam de atenção aos sinais do corpo e à orientação médica.
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