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11.07.2024

Por que Pablo Marçal resolveu fuçar a vida pessoal de Tabata Amaral?

Recente mentira de Marçal sobre a história de vida de Tabata Amaral é um exemplo claro de como ele manipula emoções

Madeleine Lacsko

A recente investida de Pablo Marçal contra a vida pessoal de Tabata Amaral revela uma nova estratégia política que reflete sua geração pós-bolsonarista. Marçal faz parte de uma terceira geração de políticos que surgiram da internet e do infoproduto, diferindo significativamente das duas gerações anteriores.

A primeira geração de políticos era aquela cujos votos vinham de promessas de projetos e realizações. A segunda geração, exemplificada por figuras como Jair Bolsonaro, conquistou votos não tanto pelas promessas, mas pela forma como falavam e se posicionavam. A terceira geração, à qual Marçal pertence, vai além disso.

Pablo Marçal é um mestre em ativar gatilhos emocionais, usando uma abordagem inspiracional que faz seus seguidores acreditarem que podem alcançar qualquer coisa. Isso é muito comum no meio corporativo, onde ele construiu um império na internet. Suas mentorias, que são investimentos caros, atraem pessoas não pelo que ele promete fazer, mas pela forma como elas se sentem quando estão em seu círculo.

A recente mentira de Marçal sobre a história de vida de Tabata Amaral é um exemplo claro de como ele manipula emoções. Ao distorcer uma história trágica, na qual Tabata, ainda menor de idade, foi abandonada emocionalmente pelo pai devido ao vício, Marçal ativa o gatilho do brasileiro que vê o sucesso dos outros como uma ofensa pessoal. 

A estratégia de ataques baixos para gerar engajamento é uma arma poderosa e já utilizada por políticos da segunda geração. É o manual básico de Steve Bannon, a grande mente por trás do fenômeno do trumpismo. Nessa segunda geração de políticos, o ataque representa de forma catártica o eleitorado que adere a ele. Na terceira geração, vai além, desperta gatilhos emocionais importantes.

Ao atacar Tabata, Marçal está explorando a mentalidade de que o sucesso alheio deve ser fruto de desonestidade, porque assim ele justifica as falhas pessoais de seus seguidores. Essa abordagem reflete um fetiche cultural brasileiro, onde o sucesso é visto com suspeita, diferentemente de outras culturas onde o sucesso é um modelo a ser seguido.

Pablo Marçal talvez seja a pessoa que melhor domina os gatilhos emocionais na história do infoproduto no Brasil. Sua capacidade de manipular emoções pode ser perigosa, pois o voto é mais emocional do que racional. E ele sabe exatamente como mexer com essas emoções.

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Por que Pablo Marçal resolveu fuçar a vida pessoal de Tabata Amaral?

Recente mentira de Marçal sobre a história de vida de Tabata Amaral é um exemplo claro de como ele manipula emoções

Madeleine Lacsko

A recente investida de Pablo Marçal contra a vida pessoal de Tabata Amaral revela uma nova estratégia política que reflete sua geração pós-bolsonarista. Marçal faz parte de uma terceira geração de políticos que surgiram da internet e do infoproduto, diferindo significativamente das duas gerações anteriores.

A primeira geração de políticos era aquela cujos votos vinham de promessas de projetos e realizações. A segunda geração, exemplificada por figuras como Jair Bolsonaro, conquistou votos não tanto pelas promessas, mas pela forma como falavam e se posicionavam. A terceira geração, à qual Marçal pertence, vai além disso.

Pablo Marçal é um mestre em ativar gatilhos emocionais, usando uma abordagem inspiracional que faz seus seguidores acreditarem que podem alcançar qualquer coisa. Isso é muito comum no meio corporativo, onde ele construiu um império na internet. Suas mentorias, que são investimentos caros, atraem pessoas não pelo que ele promete fazer, mas pela forma como elas se sentem quando estão em seu círculo.

A recente mentira de Marçal sobre a história de vida de Tabata Amaral é um exemplo claro de como ele manipula emoções. Ao distorcer uma história trágica, na qual Tabata, ainda menor de idade, foi abandonada emocionalmente pelo pai devido ao vício, Marçal ativa o gatilho do brasileiro que vê o sucesso dos outros como uma ofensa pessoal. 

A estratégia de ataques baixos para gerar engajamento é uma arma poderosa e já utilizada por políticos da segunda geração. É o manual básico de Steve Bannon, a grande mente por trás do fenômeno do trumpismo. Nessa segunda geração de políticos, o ataque representa de forma catártica o eleitorado que adere a ele. Na terceira geração, vai além, desperta gatilhos emocionais importantes.

Ao atacar Tabata, Marçal está explorando a mentalidade de que o sucesso alheio deve ser fruto de desonestidade, porque assim ele justifica as falhas pessoais de seus seguidores. Essa abordagem reflete um fetiche cultural brasileiro, onde o sucesso é visto com suspeita, diferentemente de outras culturas onde o sucesso é um modelo a ser seguido.

Pablo Marçal talvez seja a pessoa que melhor domina os gatilhos emocionais na história do infoproduto no Brasil. Sua capacidade de manipular emoções pode ser perigosa, pois o voto é mais emocional do que racional. E ele sabe exatamente como mexer com essas emoções.

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