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“Censura, não!”

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4 minutos de leitura 25.10.2022 17:04 comentários
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“Censura, não!”

Em artigo exclusivo para O Antagonista, a administradora de empresas Larissa Bomfim,  presidente do Instituto de Formação de Líderes de São Paulo (IFL-SP), explica por que decidiu organizar, com apoio de outros empresários e amigos de perfil liberal, a manifestação contra a censura que vai ocorrer hoje, às 19h30, no vão do Masp, na Avenida Paulista (SP)...

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“Censura, não!”
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Em artigo exclusivo para O Antagonista, a administradora de empresas Larissa Bomfim,  presidente do Instituto de Formação de Líderes de São Paulo (IFL-SP), explica por que decidiu organizar, com apoio de outros empresários e amigos de perfil liberal, a manifestação contra a censura que vai ocorrer hoje, às 19h30, no vão do Masp, na Avenida Paulista (SP).

Segundo ela, o Tribunal Superior Eleitoral fracassou “no combate à desinformação, permitindo que inverdades, manipulação de fatos e fake news se institucionalizassem” e “quer poderes praticamente absolutos” para julgar o que é ou não verdade, “numa decisão contraditória porque permite, ao fim e ao cabo, que o eleitor siga sendo manipulado”.

Leia a íntegra:

“O Brasil atravessa um momento decisivo em sua história, resultado direto de um processo eleitoral polarizado, cujos personagens vão muito além dos dois candidatos a presidente da República que disputarão no próximo domingo a preferência do eleitorado.

Em nome de agir em prol da defesa da democracia, alguns personagens que deveriam ter um papel coadjuvante tornaram-se protagonistas e estruturaram um processo que colocou em risco a própria liberdade dos cidadãos. Impuseram-se limites à liberdade em nome da defesa de um bem maior, cerceando o livre pensar, agir e se expressar.

Não existe, portanto, defesa da democracia se instituições agem para limitar o cidadão, colocando o direto de manifestar uma opinião em xeque.

A liberdade é um bem inalienável a todos os cidadãos que vivem em um ambiente democrático. Cabe ao Estado garantir os direitos dos indivíduos e não atacá-los de forma sistemática para prevalecer um suposto interesse comum.

Nessa batalha, nesta luta pelo direto de se expressar, não existe lado, não existe cor, muito menos ideologia. É uma guerra que deveria unir a todos porque é o futuro do país que está em jogo. É o futuro do ambiente democrático, da harmoniosa convivência entre os Poderes, do direito de ser oposição, do direito de discordar, do direito de as minorias levantarem suas bandeiras.

O que houve, infelizmente, foi, em nome da prosperidade da sociedade, a imposição de limites, de barreiras, de muros. Colocou-se um preço na liberdade, abriu-se a porta para o autoritarismo maquiado de ativismo cívico. De censura à imprensa ao cerceamento do livre pensar, impediu-se indivíduos de agirem de acordo com aquilo em que acreditam.

Nesta terça-feira, cinco dias antes do segundo turno, temos uma oportunidade para participar dessa luta pela liberdade de todos. Para que o livre pensar e agir possa continuar a prevalecer sobre a vontade de autocratas de nos censurar, vamos protestar hoje em São Paulo em um ato na frente do MASP, na icônica avenida Paulista, às 19h.

É um ato político apartidário, aberto para todos os espectros ideológicos. É uma defesa do nosso futuro, contra radicalismos, contra a violência irracional. A luta é pacífica. Não é uma guerra de armas, de ataque a instituições ou de tentativa de subjugar o outro pela agressão. Isso repudiamos.

É uma luta para evitar que se retroceda em conquistas relevantes da sociedade brasileira desde a redemocratização.

É, sim, uma guerra pacífica em prol da retomada do equilíbrio e da ponderação. Para acabar com a convivência beligerante e com o braço de ferro constante para saber quem pode mais, quem tem mais influência, qual caneta é mais pesada. Pelo fim de atalhos, como orçamento secreto, documentos com sigilos intermináveis e um ativismo irracional do nosso Judiciário.

Fechar os olhos para abusos de poder, só porque teoricamente candidato A ou B está sendo ajudado, é deixar a liberdade perecer, é permitir que os valores democráticos morram aos poucos. No caso do Tribunal Superior Eleitoral, houve um fracasso no combate à desinformação, permitindo que inverdades, manipulação de fatos e fake news se institucionalizassem. O TSE, no entanto, quer poderes praticamente absolutos, numa decisão contraditória porque permite, ao fim e ao cabo, que o eleitor siga sendo manipulado.

Não há espaço para se permitir a imposição de limites à liberdade sob o argumento de que a democracia vai prevalecer. Como já escreveu a filósofa Ayn Rand, o declínio da liberdade de um país é o declínio de sua própria prosperidade.”

*Larissa Bomfim é administradora e presidente do Instituto de Formação de Líderes de São Paulo (IFL-SP)

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