Zelensky: “Rússia continua espalhando o terror enquanto o mundo permitir”
O presidente ucraniano afirmou neste domingo que a pressão internacional sobre a Rússia continua insuficiente
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo, 6, que a pressão internacional sobre a Rússia continua insuficiente.
“O número de ataques aéreos está aumentando”, escreveu Zelensky nas redes sociais após mais uma noite de bombardeios.
Como mostramos, ataques aéreos nesta madrugada deixaram ao menos um morto e três feridos em Kiev, além de uma vítima fatal na região de Kherson, no sul do país.
“É assim que a Rússia revela suas verdadeiras intenções: continuar espalhando o terror enquanto o mundo permitir”, acrescentou Zelensky. Segundo ele, somente na última semana, as forças russas lançaram mais de 1.460 bombas aéreas guiadas, cerca de 670 drones explosivos e mais de 30 mísseis contra o território ucraniano.
De acordo com repórteres da agência AFP, explosões foram ouvidas durante a madrugada em Kiev, e uma coluna de fumaça negra ainda pairava sobre a cidade na manhã deste domingo.
Os ataques provocaram incêndios em prédios não residenciais, atingindo um centro comercial, uma fábrica de móveis e depósitos.
Zelensky voltou a pedir o aumento da pressão econômica sobre Moscou. “Os ataques diários da Rússia contra a Ucrânia são prova de que a pressão ainda não é suficiente”, afirmou.
Segundo a vice-primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, a Rússia lançou um “ataque maciço” durante a madrugada, utilizando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. A força aérea ucraniana relatou o lançamento de 23 mísseis e 109 drones, que atingiram seis regiões do país.
Leia também: Zelensky critica “reação fraca” dos EUA após ataque russo matar crianças
Polônia em alerta máximo
Os ataques em larga escala lançados pela Rússia na madrugada deste domingo, 6, fez a Polônia enviar caças para monitorar possíveis violações de seu espaço aéreo. O país, que faz fronteira com a Ucrânia, mantém alerta máximo desde 2022, quando um míssil ucraniano atingiu a vila de Przewodów, matando duas pessoas.
A Polônia foi uma das principais vozes na Otan em apoio militar à Ucrânia após a invasão russa em 2022, além de ter recebido milhões de refugiados.
O conselheiro do governo polonês para assuntos da Ucrânia, Paweł Kowal, alertou que um possível acordo liderado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar a guerra não pode incluir o reconhecimento da Crimeia e de outros territórios ocupados pela Rússia.
“Reconhecer as fronteiras expandidas da Rússia seria um erro histórico”, disse Kowal em entrevista antes de embarcar para Washington, onde se reunirá com parlamentares americanos e o enviado especial de Trump para a Ucrânia, Keith Kellogg.Kowal afirmou que a legalização da ocupação russa abriria um precedente perigoso e representaria uma “linha vermelha” para a Polônia e outros países da Europa Central.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (3)
Marian
06.04.2025 18:10Minha solidariedade ao povo Ucraniano, mas quem iria enfrentar uma potência com um arsenal próximo a 6000 ogivas nucleares? possui um submarino nuclear que causa tremeliques no ocidente. Ah embargos econômicos?! Ela cresceu mais de 4% ano passado. Então, isso aí é conversa pra gente grande.
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
06.04.2025 14:13O Antagonista parece tomou uma grande dose de juízo e parou de repercutir as falas criminosas e vergonhosas dos porta-vozes Russos.
FRANCISCO JUNIOR
06.04.2025 12:31E infelizmente o mundo vai continuar permitindo. Os governantes, até por conseguirem ter chegado onde chegaram, tem certa dose de psicopatia e, portanto, empatia zero com o sofrimento alheio. De Sapiens, nessa área, temos muito pouco.