Zelensky nega cerco às forças ucranianas em Kursk
Declaração foi feita um dia depois de Trump dizer que tropas da Ucrânia estão "completamente cercadas por russos"
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (foto), voltou a negar neste sábado, 15, que as forças de Kiev estejam cercadas na região russa de Kursk. A declaração foi feita um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter apelado para que Moscou poupasse as vidas dos “milhares de soldados ucranianos” supostamente cercados na linha de frente.
Em mensagem no Telegram, Zelensky garantiu que as tropas ucranianas continuam a enfrentar os grupos russos e norte-coreanos na região e que não há cerco às suas forças.
“Nossa saúde está boa”, disse o presidente ucraniano, rebatendo as alegações sobre a situação no campo de batalha.
Zelensky reconheceu que a situação é “muito difícil” para as tropas ucranianas, mas reiterou que não há cerco. O presidente ucraniano também buscou transmitir confiança e afirmou que as tropas estão em uma posição mais favorável após um recuo estratégico.
Trump, em publicação nas redes sociais, descreveu a situação como uma “posição muito ruim e vulnerável”. Ele também mencionou “discussões produtivas” com o ditador russo e mencionou a possibilidade de um fim para a guerra.
Em seguida, Putin pediu aos soldados ucranianos em Kursk que se rendessem. Ele ainda afirmou ter visto a mensagem de Trump sobre a situação dos soldados ucranianos.
Instituto desmente Putin e Trump
As declarações recentes de Putin sobre o “isolamento” das tropas ucranianas na região de Kursk e a suposta impossibilidade de pequenos grupos dessas forças se retirarem de suas posições foram refutadas em um relatório divulgado na noite de sexta-feira, 14, pelo ISW (Institute for the Study of War).
Segundo o ISW, nenhuma evidência geolocalizada indica que as forças russas cercaram um número significativo de forças ucranianas na região de Kursk ou em outros locais ao longo da linha de frente na Ucrânia. A organização afirmou que as alegações de cerco feitas por Moscou carecem de comprovação.
O Estado-Maior Ucraniano, por sua vez, informou em 14 de março que as autoridades russas estão criando narrativas falsas sobre o cerco às forças ucranianas para fins políticos e informativos.
Em sua declaração, o Estado-Maior ressaltou que as tropas ucranianas realizaram um recuo estratégico para posições defensivas mais vantajosas na região de Kursk, sem estarem sob risco de cerco.
O ISW, que também acompanha publicações de blogueiros e analistas russos, observou que muitos reconhecem a existência de rotas de fuga para as tropas ucranianas, especialmente em direção à região de Sumy. Um analista russo chegou a afirmar que as forças russas não têm capacidade logística ou operacional para cercar as tropas ucranianas na região de Kursk, dada a limitação de avanços mecanizados rápidos.
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