Zelensky lamenta “praticamente nenhum dia sem assassinatos”
Presidente ucraniano criticou novo ataque russo contra civis em Sumy nesta terça, 3
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reagiu ao ataque russo contra o centro da cidade de Sumy nesta terça-feira, 3.
Segundo Zelensky, os “médicos estão prestando toda a assistência necessária aos feridos” e classificou o ataque a prédios residenciais como “canalha”.
“Os russos atacaram na rua, atingindo prédios residenciais comuns. Canalhas. Praticamente não houve dias sem assassinatos durante todo esse tempo, enquanto os Estados Unidos, a Europa e outros atores globais pressionam a Rússia a concordar com um cessar-fogo e negociações para encerrar a guerra”, escreveu no X.
Para o presidente ucraniano, a Rússia está “comprometida com a guerra” e “provam isso tanto com seus ataques quanto com suas declarações”.
“Mas a Rússia continua totalmente comprometida com a guerra, e eles provam isso tanto com seus ataques quanto com suas declarações. Tudo isso é argumento para novas sanções mais duras contra a Rússia. Sou grato a todos os americanos e europeus que apoiam essa abordagem de pressionar a Rússia pela paz; é extremamente importante. A Rússia precisa entender o que a guerra realmente significa”, concluiu.
Exigências de Putin
A Rússia apresentou nesta segunda-feira, 2, um memorando com exigências à Ucrânia durante as negociações em Istambul.
No documento, o Kremlin estabelece os interesses da ditadura de Vladimir Putin para a resolução do conflito.
Em troca de um cessar-fogo de 30 dias, Moscou pede à Ucrânia a retirada completa do seu exército das regiões de Kherson, Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia – invadidas pela Rússia desde o início da guerra-, em 2022.
Além disso, as autoridades russas buscam o reconhecimento, por parte de Kiev, dessas regiões como territórios russos, o que garantiria uma zona desmilitarizada.
Outra parte do documento propõe o levantamento de todas as sanções econômicas impostas à Rússia e o reconhecimento internacional dos territórios em disputa como regiões russas.
Além da retirada, o texto inclui duas alternativas para o cessar-fogo.
Na primeira opção, Moscou exige que a Ucrânia se retire a uma certa distância.
Na outra alternativa, o exército ucraniano ficaria restrito a movimentações que visem cumprir a retirada a uma distância previamente acordada entre os países.
A Rússia ainda exige que a Ucrânia adote uma política de neutralidade, o que impediria a sua adesão a alianças militares, entre as quais a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
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