Zelensky cobra “pressão contínua” para forçar Putin a parar ataques
Durante a noite, as tropas russas voltaram a atacar as regiões de Odessa, Kiev e Sumy, Kropyvnytskyi e Kharkiv
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cobrou nesta quinta-feira, 1º, uma “pressão contínua” para forçar a Rússia a interromper os ataques e aceitar um cessar-fogo total e incondicional.
Durante a noite, as tropas do ditador Vladimir Putin voltaram a atacar as regiões de Odessa, Kiev e Sumy, Kropyvnytskyi e Kharkiv.
Segundo Zelensky, as forças russas usaram 170 drones contra a Ucrânia — mais de cem deles “Shaheds”— apenas na noite passada. Ao menos 21 deles atingiram a cidade de Odessa e duas pessoas morreram.
Eis o que disse Zelensky:
“Em Odessa, os escombros ainda estão sendo removidos do prédio residencial atingido por um drone russo. Inúmeros incêndios ocorreram na cidade durante a noite. No total, Odessa foi atacada por 21 drones. Tragicamente, houve mortes. Meus pêsames às famílias e entes queridos. Todos os afetados estão recebendo a assistência necessária.
Também foram atacadas durante a noite as regiões de Odessa, Kiev e Sumy, Kropyvnytskyi e sua região, bem como as regiões de Kharkiv e Cherkasy. Na região de Kharkiv, equipes de resgate ainda lutam contra um incêndio. Só na noite passada, as forças russas usaram 170 drones contra a Ucrânia — mais de cem deles ‘Shaheds’.
Há mais de 50 dias, a Rússia ignora a proposta americana de um cessar-fogo total e incondicional. Houve também as nossas propostas — no mínimo, de abster-se de atacar infraestruturas civis e de estabelecer um silêncio duradouro no céu, no mar e em terra. A Rússia respondeu a tudo isso com novos bombardeios e novos ataques.
É por isso que um forte impulso à diplomacia é necessário — a pressão contínua sobre a Rússia é essencial para forçá-la ao silêncio e às negociações. Quanto mais eficazes forem as sanções, mais incentivos a Rússia terá para pôr fim à guerra. Quanto mais forte for a defesa da Ucrânia e as nossas Forças de Defesa Aérea, mais vidas poderemos salvar — e mais cedo poderemos garantir uma segurança duradoura. Agradeço a todos no mundo que estão a ajudar.”
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