Zelensky agradece a Leão XIV por declaração sobre paz global
"Grato ao papa Leão XIV por suas sábias palavras sobre a disposição da Santa Sé em desempenhar um papel mediador na restauração da paz global"
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu nesta quarta-feira, 14, ao papa Leão XIV por colocar a Igreja Católica como possível mediadora dos conflitos globais.
“Sou grato a Sua Santidade o Papa Leão XIV por suas sábias palavras sobre a disposição da Santa Sé em desempenhar um papel mediador na restauração da paz global.
A paz é o desejo mais sagrado de milhões de pessoas. Desejamos e nos esforçamos para restaurar uma paz digna. Agradecemos a declaração perspicaz do Pontífice e reiteramos nosso compromisso em promover esforços significativos de paz, incluindo um cessar-fogo total e uma reunião pessoal de alto nível com a Rússia“, publicou no X.
Na segunda, 12, Zelensky e Leão XIV conversaram pela primeira vez sobre a guerra da Ucrânia.
O presidente ucraniano destacou o apoio do Vaticano para repatriar crianças ucranianas deportadas pela Rússia desde o início da invasão e convidou Prevost para uma visita ao país.
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“Calem-se as armas”
Leão XIV colocou a Santa Sé à disposição para mediar as guerras e para que “os inimigos se encontrem e se olhem nos olhos”.
“Farei todo o possível para que essa paz se difunda. A Santa Sé está à disposição para que os inimigos se encontrem e se olhem nos olhos, para que os povos redescubram uma esperança e seja devolvida a dignidade que merecem, a dignidade da paz. A Igreja não se cansará de repetir: ‘calem-se as armas‘”, afirmou, durante uma audiência com cerca de 5 mil pessoas na Sala Paulo VI, nesta quarta, 14.
E continuou:
“Os povos querem a paz, e eu, com o coração na mão, digo aos líderes das nações: encontremo-nos, dialoguemos, negociemos! A guerra nunca é inevitável, as armas podem e devem silenciar, pois não resolvem os problemas, mas os aumentam; porque entrará para a história quem semeará paz, não quem que criará vítimas; porque os outros não são, antes de tudo, inimigos, mas seres humanos: não vilões a serem odiados, mas pessoas com quem falar”, disse Prevost.
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