Zamir: “Estamos em uma luta histórica pela sobrevivência”
Chefe das Forças de Defesa de Israel diz que operação contra o Irã é fruto de ameaça existencial e promete resposta dura a quem desafiar o país
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, general Eyal Zamir, declarou que o país “está no início de uma nova fase na operação para garantir nosso futuro”.
Em discurso transmitido à população israelense, Zamir classificou o momento como “dias decisivos” e disse que a ação visa neutralizar “ameaças estratégicas do regime iraniano contra o Estado de Israel”.
“Estamos diante de uma campanha histórica, diferente de todas as anteriores”, afirmou o comandante.
Ele classificou a operação como necessária para conter uma ameaça existencial, e reiterou que a decisão de atacar foi tomada por “não haver mais escolha”.
Segundo Zamir, Israel “chegou ao ponto sem retorno” e não podia “virar o rosto diante de um inimigo que tenta nos destruir”.
O militar enfatizou que a ação foi precedida por longo preparo e que “esforços sem precedentes” foram empregados para garantir a prontidão em todas as frentes.
“As operações da IDF são conduzidas por necessidades operacionais imediatas e justificadas, de forma segura e precisa”, afirmou. Zamir também destacou que decisões difíceis foram tomadas “com o devido peso da gravidade da situação”.
Em alerta à população, o chefe militar disse não poder prometer sucesso absoluto, citando a possibilidade de retaliação iraniana.
“O preço pode ser diferente do que estamos acostumados”, afirmou, acrescentando que as FDI estão preparadas para defender o país. “Peço responsabilidade de todos com suas famílias e comunidades”, declarou.
Zamir revelou que dezenas de milhares de soldados foram convocados e posicionados em todas as fronteiras.
Afirmou ainda que qualquer tentativa de desafiar Israel “pagará um preço alto”.
Ele concluiu com uma convocação ao espírito nacional: “Estamos entrando nesta operação com um só objetivo — garantir um futuro mais seguro para o Estado de Israel e seus civis; em esforço unificado e com fé, venceremos”.
Ao final do pronunciamento, o general fez menção ao 77º ano da fundação do Estado de Israel, mencionando o Holocausto e reforçando o caráter de sobrevivência da ação militar: “Desta vez, enfrentamos o inimigo como uma nação e uma potência regional, com um exército como nenhum outro — e com o espírito sionista e judaico que pulsa em nós”.
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