Votação antecipada nas midterms dos EUA supera 58,5 milhões de votos
Número supera o total registrado nas primárias de 2022, mas ainda não inclui milhões de votos enviados pelo correio
A votação antecipada nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos ultrapassou 58,5 milhões de votos antes do dia da eleição, realizado nesta terça-feira, 3.
O número supera o total de votos registrados nas eleições primárias de 2022.
O dado foi compilado a partir de registros coletados pela CNN, pela Associated Press e pela Catalist.
O volume final, no entanto, pode aumentar consideravelmente.
A contagem ainda inclui informações parciais ou incompletas de vários estados e não incorpora milhões de votos enviados pelo correio que podem ser entregues nesta terça-feira ou nos dias seguintes.
Eleição
Os americanos vão às urnas para renovar as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e eleger 35 dos 100 integrantes do Senado.
As pesquisas apontam a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso, o que alteraria a correlação de forças no Legislativo durante o governo de Donald Trump.
Segundo o The New York Times, seis estados concentram as principais disputas pelo Senado: Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Ohio e Texas.
Cenário atual
Os republicanos atualmente controlam as duas Casas.
Na Câmara dos Representantes, o partido tem 218 deputados, contra 214 democratas.
Há ainda um independente que costuma votar com os republicanos e duas cadeiras vagas.
No Senado, os republicanos têm 53 das 100 cadeiras. Os democratas contam com 45 senadores, além de dois independentes que costumam votar com a bancada do partido.
Pesquisas e cálculos
As pesquisas e projeções eleitorais apontam a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas. Para isso, precisam alcançar pelo menos 218 cadeiras na Câmara e conquistar quatro vagas líquidas no Senado, chegando a 51 senadores.
A conta considera que o vice-presidente americano, JD Vance, é republicano e tem o voto de desempate na Casa.
Se os democratas conquistarem a maioria em uma ou nas duas Casas, poderão dificultar a aprovação de projetos do governo, comandar comissões parlamentares e ampliar a fiscalização sobre a administração Trump.
Leia também: Os estados-chave para os democratas conquistarem o controle do Senado
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