“Vocês podem ser o partido dos estupradores e assassinos, se quiserem”
Trump reuniu todo o gabinete para dar uma lição pública em repórteres sobre gangues, imigração e soberania. E viralizou.
Donald Trump transformou uma reunião com Nayib Bukele, presidente de El Salvador, em espetáculo político. O encontro, nesta segunda, 15, viralizou nas redes e foi descrito pela jornalista e apresentadora Megyn Kelly como “uma aula”.
O cenário foi montado na Casa Branca. Trump e Bukele sentados lado a lado, Marco Rubio e Pam Bondi no sofá à frente, e, ao fundo, uma fileira de aliados de peso: Steven Miller, Linda McMahon, Kristi Noem, entre outros. “Achei extraordinário. Nunca vi isso antes”, disse Megyn.
Trump usou cada um deles para responder perguntas da imprensa. Quando a CNN questionou se ele pretendia deportar um membro da gangue MS-13 de volta aos EUA, a resposta foi seca. “É muito arrogante sugerir que diríamos a El Salvador como lidar com seu próprio cidadão”, disse Bondi. Steven Miller foi mais direto: “Os membros desse grupo estupram meninas, matam mulheres e crianças. Se fosse seu vizinho, você se mudaria.”
O comentarista Steve Deace não economizou: “Vocês podem ser o partido que defende estupradores e assassinos de gangue, se quiserem.” Para ele, a cena deve ser repetida até que o público entenda com clareza de que lado cada um está.
Delano Squires criticou o argumento de racismo. “A esquerda diz que os EUA são um país racista, mas quer trazer ainda mais latinos para cá. Isso nunca fez sentido.” Ele comparou com a vida familiar: “Se eu adotar uma criança por semana durante 15 anos, meus filhos vão começar a se perguntar se haverá comida para todos.”
Megyn Kelly lembrou o caso de Rachel Morren, mãe de cinco filhos, assassinada por um imigrante ilegal salvadorenho. Victor Antonio Martinez Hernandez entrou nos EUA em 2023 e matou Rachel com 20 golpes na cabeça enquanto ela corria em uma trilha em Maryland. “O sistema de imigração falhou com Rachel”, disse o xerife que investigou o caso na época.
Segundo Megyn, os parlamentares democratas falam de Abrégo Garcia — deportado por Trump — mas ignoram o caso Morren. “Por que vocês não dizem apenas que é maravilhoso manter criminosos fora do nosso país?”, perguntou ela.
O encontro de 15 de abril foi cuidadosamente planejado. A composição visual, a escolha dos aliados e o tom das respostas não deixaram margem para dúvida: Trump queria dar um recado. Contra a imigração ilegal, contra o crime, contra a imprensa, e contra o Partido Democrata.
O vídeo, exibido no The Megyn Kelly Show, foi celebrado por conservadores como uma encenação perfeita. “Ele os trouxe por um motivo”, disse Megyn. “Para mostrar força e unidade diante da imprensa hostil.”
O tema central foi a deportação de criminosos estrangeiros. Trump e seus aliados reafirmaram a soberania dos EUA e o direito de manter fora do país quem ameaça a segurança da população. “Nenhuma versão disso termina com esse criminoso morando aqui”, resumiu Miller.
A imprensa insistia em tratar o caso como violação de direitos. Trump respondeu com sarcasmo: “Quer que eu o contrabandeie de volta? Isso não faz sentido.”
Rachel Morren virou símbolo do que Trump denuncia: a falência do sistema de imigração. Ela foi morta por um criminoso que entrou no país durante o governo Biden. “Eles falam do bandido deportado, mas se calam diante de uma mãe americana brutalmente assassinada”, disse Megyn.
A crítica é direta: a imprensa americana escolhe as vítimas conforme a conveniência ideológica.
Quem é Megyn Kelly
Megyn Kelly é jornalista, advogada e comentarista política americana.
Foi âncora da Fox News e da NBC. Em 2014, entrou na lista da Time das 100 pessoas mais influentes do mundo.
Hoje comanda o The Megyn Kelly Show, um dos programas mais populares dos EUA no YouTube e em podcasts.
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Comentários (1)
Jose Diogo de Almeida
16.04.2025 13:01Tudo isso muito parecido com o caso Marielle, a imprensa há anos gritando quem matou Marielle, depois que acharam, começaram a gritar quem MANDOU... aí a irmã sem competência e vivência virou ministra e do conselho de uma industria respitada sem qq expertise, até achar o mandante. E agora o mandante foi solto para cumprir prisão domiciliar, ninguem disse nada, aquela gritaria, manifestação na rua ... nada, porque ... porque não foi quem eles queriam que fosse, Então a imprensa selecionada o que eles querem que seja divulgado. Sempre achei que tinha impressa marron, mas não sabia da alta quantidade delas, achei que era minoria.