“Vimos os complexos nucleares do Irã com nossos próprios olhos”
Comandante afirma que alvos nucleares e silos de mísseis foram atingidos e visíveis a olho nu durante ataques desta quinta-feira
O comandante da base aérea de Hatzerim, brigadeiro-general identificado apenas como “G”, afirmou que os pilotos israelenses viram com clareza os complexos nucleares iranianos durante os bombardeios realizados como parte da Operação Leão Ascendente, iniciada na madrugada.
“Vimos os complexos nucleares [do Irã] com nossos próprios olhos enquanto bombardeávamos. Também vimos os silos de mísseis e as colunas de fumaça que surgiam a cada impacto”, disse ele à emissora pública Kan.
A ofensiva, segundo o governo de Israel, teve como alvo principal a central de enriquecimento de urânio em Natanz, além de bases da Guarda Revolucionária e instalações subterrâneas de mísseis balísticos.
A ação ocorreu no contexto da guerra com o Irã, iniciada há 12 dias, e envolveu cerca de 200 aeronaves que decolaram de diversas bases e cruzaram os espaços aéreos do Iraque e da Síria.
Ainda segundo o comandante, o impacto visual da missão reforçou entre os pilotos o senso de urgência e eficácia da ofensiva.
“Na frequência do rádio, ouvimos nossos comandantes e companheiros. Era como um grupo de leões conduzindo os caças aos seus alvos. Quando todos se reúnem no ar, temos a certeza de que nada pode nos parar”, afirmou.
A Força Aérea de Israel também interceptou centenas de drones iranianos desde o início do conflito, com índice de sucesso estimado em 95%, de acordo com dados oficiais.
Imagens de satélite mostraram danos severos nas instalações de Natanz, incluindo colapsos em estruturas subterrâneas que abrigavam centrífugas avançadas.
Apesar disso, a Agência Internacional de Energia Atômica alertou que parte do urânio já enriquecido pode ter sido transferida antes dos ataques, o que permitiria ao Irã retomar seu programa em meses.
A narrativa dos pilotos traz um raro relato em primeira pessoa de uma operação militar de longo alcance, e revela a dimensão concreta de uma ofensiva aérea que, segundo fontes militares, teria atrasado em anos o programa nuclear iraniano.
O comandante ainda mencionou que a travessia por Bagdá, os rios Eufrates e Tigre e a ideia de “parar em Damasco para comer hummus” foram lembradas no retorno, como forma de aliviar a tensão da missão. “O navegador comentou: ‘Abraão, nosso patriarca, saiu daqui’.”
Essas observações, disse, contrastaram com a visão final da missão: “Haifa e Jerusalém pareciam bairros, diante da imensidão que sobrevoamos.”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)