Vídeos mostram incêndios, tiros e confrontos em protestos no Irã
Entidades de direitos humanos contabilizam cerca de 10 mil prisões até agora
Apesar do apagão nacional da internet no Irã, imagens que circulam nas redes sociais mostram a escalada da violência nos protestos que assolam o país.
Vídeos mostram confrontos em Mashhad, no leste, com prédios em chamas e manifestantes protegidos por barricadas.
Silhuetas de supostos membros das forças de segurança iranianas aparecem atirando perto de uma passarela.
Em Teerã, uma gravação feita na noite de sábado, 10, mostra um manifestante pichando um outdoor diante de uma grande multidão.
Segundo a agência Reuters, com base em dados da Human Rights Activists News Agency (HRANA), ao menos 538 pessoas morreram nos protestos.
Desse total, 490 seriam manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança.
A organização também contabiliza cerca de 10 mil prisões até agora. O regime iraniano não divulgou números oficiais consolidados.
Mortes, prisões e imagens do confronto
Entidades de direitos humanos alertam que os números reais de mortes tendem maiores, já que o apagão da internet dificulta o acesso a informações dentro do país.
A televisão estatal iraniana informou que um integrante das forças de segurança morreu nesta noite.
Segundo a emissora, o general de brigada Javad Keshavarz, responsável pela força antidrogas em Mashhad, foi morto em um “ataque de manifestantes armados” por volta das 21h30 no horário local.
Imagens compartilhadas durante a madrugada também indicam novos confrontos na cidade.
Teerã ameaça Israel
Neste domingo, 11, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu os Estados Unidos contra qualquer ação militar.
“Sejamos claros: no caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), bem como todas as bases e navios dos EUA, serão nosso alvo legítimo”, afirmou.
A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que o país está “pronto para ajudar” os manifestantes.
Israel elevou o nível de alerta diante da possibilidade de uma intervenção regional.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conversou por telefone com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. O governo dos EUA confirmou o contato, mas não detalhou o conteúdo da conversa.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)