“Vidas interrompidas e sonhos destroçados”, diz Moro sobre ataques de 7 de outubro
A sessão solene foi uma iniciativa de Sergio Moro. Participam do ato a direção da Confederação Israelita do Brasil (Conib)
Durante sessão solene em homenagem às vítimas dos atos terroristas de 7 de outubro no Senado, o ex-juiz Sergio Moro defendeu a ação de Israel contra o Hamas para tentar libertar aproximadamente 50 pessoas que ainda são mantidas como reféns pelo grupo.
Leia a edição especial sobre os dois anos dos ataques de 7 de outubro.
“Não se trata apenas de estatísticas, são vidas que foram interrompidas, sonhos destroçados, famílias dilaceradas. Diante destes ataques, Israel exerceu o direito consagrado no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, o direito de autodefesa diante de um ataque armado frente a uma uma organização que sequer reconhece o direito de existência do Estado de Israel. Isso é um direito de qualquer estado soberano”, disse Moro, sobre as aproximadamente 350 vítimas do conflito.
“Quando crimes bárbaros contra civis israelenses são justificados, quando o contexto é usado para desculpar o imperdoável, quando a violência contra judeus é tratada como a inevitabilidade aceitável, estamos diante de manifestações contemporâneas deste ódio milenar”, acrescentou o parlamentar.
“O esquecimento e o silêncio são formas de negligência (…). Recordar o 7 de outubro é reconhecer a dignidade de cada vida perdida”, disse ele.
A sessão solene foi uma iniciativa de Sergio Moro. Participam do ato a direção da Confederação Israelita do Brasil (Conib). Estão presentes Claudio Lottenberg, presidente da entidade; Rony Vainzof, secretário-geral da Conib e especialista em direito digital e proteção de dados; Carlos Reiss, coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba; e Rafael Zimerman, brasileiro sobrevivente dos ataques ao festival de música Nova.
Para Lottenberg, “o 7 de outubro não foi apenas uma tragédia para Israel, mas um alerta para toda a humanidade”. “O terrorismo, quando silenciado ou relativizado, ameaça os valores universais que nos unem. Esta sessão no Senado Federal é um gesto de solidariedade, mas também um chamado à consciência: nós, brasileiros, precisamos estar juntos para garantir que a barbárie jamais tenha a última palavra”, declarou o presidente da entidade.
Na justificativa do requerimento, Moro afirmou que a lembrança do ataque deve servir de aprendizado à sociedade e à comunidade internacional, com o objetivo de evitar que atrocidades semelhantes se repitam.
Edição especial
Esse tipo de procedimento macabro dificultou, mas não chegou a inibir apologistas da Palestina ou críticos do Estado de Israel de tentar botar em dúvida o que ocorreu durante os ataques que completam dois anos nesta terça-feira.
Esta edição especial de Crusoé analisa como o mundo acompanha a reação israelense.
O Hamas, grupo responsável pelas atrocidades, está mais enfraquecido do que nunca (leia mais em Hamas em colapso), mas Israel perdeu prestígio internacional ao enfrentar um inimigo malicioso, que só preza pelas vidas de sua população no discurso (leia mais em Reféns do Hamas).
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)