“Vai depender muito de Israel”, diz Trump sobre possível ocupação total de Gaza
Segundo o presidente americano, o seu foco principal é "alimentar" os civis da região
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 5, que um plano para possível ocupação total da Faixa de Gaza “vai depender muito de Israel”.
Em entrevista a repórteres, o republicano disse que o seu foco principal é alimentar os civis de Gaza que, segundo ele, “não estão se adaptando bem à comida.”
“Israel vai nos ajudar com isso em termos de distribuição e também de dinheiro”, acrescentou.
Como mostramos, um integrante de alto escalão do governo israelense confirmou ao Canal 12 a intenção do premiê Benjamin Netanyahu de expandir a ofensiva contra o grupo terrorista Hamas para ocupar todo o território da Faixa de Gaza.
O plano inclui operações também em áreas onde ainda há reféns sob controle do Hamas.
Estima-se que cerca de 50 pessoas estejam em cativeiro.
Envio de ajuda humanitária
Netanyahu divulgou um vídeo na segunda-feira, 4, em que chama de “mentira descarada” as acusações de que Israel estaria provocando fome entre civis em Gaza.
Segundo ele, essas afirmações são “difamações parecidas” com o período em que os judeus sofreram ao longo da Idade Média e no período do Holocausto.
No vídeo, o premiê israelense mostra o envio da ajuda humanitária aos palestinos em Gaza, em meio ao bloqueio causado pelos terroristas do Hamas.
“Na Idade Média, todos os massacres contra judeus eram precedidos de horríveis difamações.
As mentiras contra os judeus se espalharam pelo mundo todo.
Diziam que envenenávamos poços e éramos portadores de doenças. Que matávamos crianças cristãs pra beber seu sangue.
E isso se espalhou de país em país, gerando massacre após massacre, culminando no pior de todos, o Holocausto, onde 6 milhões de judeus inocentes foram levados à morte.
Hoje, o Estado judeu enfrenta difamações parecidas. Mentem sobre nós.
Dizem que estamos matando de fome as crianças palestinas de propósito. Isso é uma mentira descarada.
Desde o início da guerra, permitimos a entrada de quase 2 milhões de toneladas de comida… 2 milhões de toneladas de comida para civis e crianças palestinas. Essa tem sido nossa política.
Mas, nos últimos meses, essa ajuda humanitária foi interrompida pelos saques do Hamas. Eles roubam comida do próprio povo, mas, nos últimos meses, essa comida não chega aos civis palestinos porque o Hamas a rouba!
Então decidimos contornar isso.
Autorizei a Força Aérea Israelense a lançar alimentos e suprimentos médicos para civis palestinos.
Convidamos outros países para se juntar a esses lançamentos, e muitos aceitaram.
Também criamos corredores seguros para os caminhões passarem sem serem saqueados pelo Hamas ou ameaçados por combates.
Estamos conversando com os americanos sobre novas medidas para evitar qualquer possibilidade de fome ou aparência de fome.
Estamos empenhados nisso, assim como em libertar Gaza da tirania desses terroristas.
Muitos de Gaza nos dizem: ‘Ajudem-nos a ser livres. Ajudem-nos a nos libertar do Hamas, do terror, da crueldade, da tirania deles.’
E é isso que faremos.”
Leia mais: Israel vai ocupar toda a Faixa de Gaza?
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