Universidade da Pensilvânia proíbe mulheres trans em competições femininas
Esta decisão representa um novo episódio da polêmica da Administração Trump com instituições superiores renomadas; nesse caso, em um contexto que envolve a nadadora trans Lia Thomas
A Universidade da Pensilvânia (UPenn) anunciou nesta terça-feira, 2 de julho, a proibição da participação de mulheres trans nos esportes femininos.
Esta decisão representa um novo episódio da polêmica da Administração Trump com instituições superiores renomadas; nesse caso, em um contexto que envolve a nadadora Lia Thomas.
A resolução do impasse foi confirmada pelo governo dos Estados Unidos, que declarou ter chegado a um acordo voluntário.
Lia Thomas foi a primeira atleta trans a conquistar um título na Divisão I, a principal categoria do esporte universitário, antes de se retirar em 2022.
Lia Thomas competiu segundo diretrizes que permitiam a participação de nadadoras trans após um ano de terapia hormonal.
O acordo estabelecido nesta terça-feira, 2, determina que a UPenn deverá restaurar todos os recordes e vitórias das atletas femininas que competiram contra Thomas e não obtiveram sucesso.
Além disso, a universidade será obrigada a emitir uma carta de desculpas para essas nadadoras. A possibilidade de Thomas ter que devolver suas medalhas ainda está indefinida, conforme informações da agência AP.
Apesar de o episódio representar mais uma vitória para Donald Trump, que tem se posicionado contra a participação de mulheres trans no esporte feminino, até figuras proeminentes do Partido Democrata, como o governador da Califórnia, Gavin Newsom, expressaram apoio a essa posição.
A Oficina de Direitos Civis (OCR) do Departamento de Educação concluiu que a UPenn violou o Título IX das Emenda à Educação de 1972 ao permitir que Thomas competisse nas mesmas condições que as mulheres.
Essa legislação é considerada uma conquista do movimento pelos direitos civis e visa combater a discriminação e assegurar igualdade de oportunidades.
Após negociações, foi proposto um acordo que finalmente foi aceito pela universidade nesta terça-feira, evitando assim uma escalada na disputa legal.
A Secretária de Educação dos EUA, Linda McMahon, celebrou o desfecho favorável para o governo ao considerar essa medida uma vitória “para mulheres e meninas americanas”.
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