União Europeia investiga plataforma de comércio eletrônico Shein
A coordenação da investigação será realizada pelo executivo bruxelense em conjunto com a Rede de Cooperação em Proteção do Consumidor (CPC), que inclui autoridades regulatórias de todos os Estados-Membros da UE
A União Europeia (UE) deu início a uma investigação formal contra a plataforma de comércio eletrônico Shein, sob suspeita de violar as normas de proteção ao consumidor estabelecidas no bloco.
O anúncio foi feito na última quarta-feira, 5 de fevereiro, destacando a preocupação das autoridades europeias com as práticas comerciais da empresa.
A Shein comprometeu-se a colaborar com as autoridades competentes para abordar as questões levantadas.
A empresa, que teve sua fundação na China em 2012 e atualmente possui sede em Singapura, é acusada de não tomar medidas adequadas contra a comercialização de produtos que desrespeitam as regulamentações europeias.
A Comissão Europeia já havia encaminhado um conjunto de questionamentos à Shein em junho do ano passado, buscando esclarecimentos sobre suas práticas comerciais.
A coordenação da investigação será realizada pelo executivo bruxelense em conjunto com a Rede de Cooperação em Proteção do Consumidor (CPC), que inclui autoridades regulatórias de todos os Estados-Membros da UE.
Retaliações
Possíveis penalidades podem ser aplicadas a Shein caso sejam confirmadas as irregularidades. Na França, por exemplo, a fiscalização fica a cargo da Direção Geral da Concorrência, Consumo e Repressão das Fraudes (DGCCRF).
Um porta-voz da empresa manifestou-se afirmando que eles compartilham o objetivo de assegurar que os consumidores europeus possam realizar suas compras online com confiança.
Ele também ressaltou a importância de um diálogo construtivo para fortalecer tanto a companhia quanto o setor e beneficiar os consumidores.
Outras empresas chineses
Além de Shein, outro nome sob escrutínio das autoridades europeias é Temu, uma plataforma também originária da China.
Em outubro passado, a Comissão Europeia anunciou uma investigação contra Temu por alegações semelhantes de não agir adequadamente contra a venda de produtos ilegais e potencialmente perigosos.
Com um crescimento expressivo na Europa devido à sua estratégia de preços competitivos, Temu é associado ao gigante do comércio eletrônico Pinduoduo e oferece uma vasta gama de produtos que vão desde vestuário até tecnologia.
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