Uma única semana de observação foi suficiente para encontrar 26 milhões de galáxias a até 10,5 bilhões de anos-luz
26 milhões de galáxias apareceram em apenas sete dias de varredura, distribuídas por três regiões profundas do céu. O levantamento, divulgado em março de 2025, oferece uma amostra inicial de um mapa muito maior da estrutura cósmica e da evolução do Universo. Qual telescópio encontrou 26 milhões de galáxias? O responsável foi o telescópio espacial...
26 milhões de galáxias apareceram em apenas sete dias de varredura, distribuídas por três regiões profundas do céu. O levantamento, divulgado em março de 2025, oferece uma amostra inicial de um mapa muito maior da estrutura cósmica e da evolução do Universo.
Qual telescópio encontrou 26 milhões de galáxias?
O responsável foi o telescópio espacial Euclid, missão da Agência Espacial Europeia voltada ao mapeamento do cosmos. A primeira amostra pública dos campos profundos reuniu uma passagem por região e mostrou o alcance inicial do levantamento.
Os campos ficam em áreas com pouca interferência de estrelas e poeira da Via Láctea. Eles serão revisitados entre 30 e 52 vezes, aprofundando imagens, revelando objetos fracos e permitindo comparações impossíveis em uma única varredura.

Como uma semana de observação produziu um catálogo tão amplo?
A semana corresponde ao tempo acumulado para examinar as três regiões, não a uma fotografia contínua do céu inteiro. O Euclid combina luz visível e infravermelho próximo para registrar formas, brilho e dados usados nas estimativas de distância.
O processamento converte as exposições em mosaicos e catálogos pesquisáveis. A liberação também trouxe a classificação de mais de 380 mil galáxias e 500 candidatas a lentes gravitacionais fortes, combinando inteligência artificial, voluntários e revisão especializada.
Os recursos centrais do levantamento podem ser resumidos assim:
O que os números dos três campos profundos mostram?
A divulgação de 19 de março de 2025 cobre 63,1 graus quadrados, equivalentes a mais de 300 luas cheias. Mesmo sendo parte do futuro atlas, reúne 26 milhões de galáxias, algumas observadas a até 10,5 bilhões de anos-luz.
A distância expressa o tempo aproximado que a luz levou para alcançar os instrumentos, não a posição atual desses sistemas. Como o Universo se expandiu durante o percurso, a distância cosmológica presente pode ser maior e depende do modelo adotado.
Os principais números ajudam a dimensionar essa primeira amostra:
Por que essas galáxias ajudam a estudar o Universo escuro?
As imagens mostram como a matéria se distribui e como a luz distante é deformada pela gravidade. Esse fenômeno, chamado lente gravitacional, ajuda a inferir a presença de matéria escura mesmo quando ela não emite nem reflete luz.
Ao combinar formas, cores e estimativas de distância, os pesquisadores reconstroem partes da teia cósmica. O objetivo é testar como as estruturas cresceram durante bilhões de anos e investigar a expansão acelerada ligada à energia escura.
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Quais limites precisam ser considerados nesses dados?
Os 26 milhões representam uma detecção inicial, sujeita a refinamentos após calibrações e novas passagens. Objetos muito fracos podem ser reclassificados, enquanto distâncias estimadas por fotometria apresentam incertezas maiores do que medições espectroscópicas.
A relevância está menos em um recorde isolado e mais na repetição uniforme do levantamento. As próximas visitas deverão reduzir ruídos, revelar fontes tênues e transformar a amostra de 2025 em um arquivo comparável para estudos de galáxias, matéria escura e cosmologia.
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