Uma rodovia de U$ 2 bilhões conectando dezenas de pedágios de ida e volta
O projeto de construção da nova via expressa ligando a ilha de Samui, na Tailândia, envolve um grande investimento.
O projeto de construção da nova via expressa ligando a ilha de Samui, na Tailândia, envolve um grande investimento, mudanças na mobilidade regional e impacto direto no turismo, combinando trechos em terra e uma ponte estaiada sobre o mar como alternativa rápida às balsas que hoje fazem o transporte de pessoas e veículos até a ilha.
O que é a via expressa que ligará a ilha de Samui
A chamada via expressa para Koh Samui é planejada como um corredor de aproximadamente 37,4 quilômetros, com parte do trajeto em terra e outro segmento formado por uma ponte sobre o mar.
A proposta é criar um acesso direto entre o continente e a ilha, permitindo circulação de veículos 24 horas por dia e reduzindo a dependência das balsas.
Com a nova infraestrutura, a projeção é reduzir o tempo de viagem sobre o mar para cerca de 15 a 20 minutos, contra as atuais 1,5 a 3 horas.
Esse encurtamento deve facilitar o deslocamento de moradores, trabalhadores do setor de serviços e turistas, além de integrar Samui de forma mais estável à malha rodoviária nacional.
Como será o investimento e a estrutura da via expressa
O investimento estimado para a via expressa ligando Koh Samui ao continente é de cerca de 55 bilhões de baht (cerca de U$ 1.8 bilhões), incluindo cerca de 15 quilômetros em terra e 22 quilômetros sobre o mar.
A obra exigirá soluções de engenharia avançadas para fundações marítimas, proteção contra corrosão e segurança estrutural em ambiente costeiro.
O modelo em análise combina recursos públicos e participação privada, com o governo arcando com a infraestrutura principal e a operação e manutenção (O&M) sendo concedidas à iniciativa privada.
O traçado também deve funcionar como corredor para dutos, cabos de energia, água e telecomunicações, reduzindo a necessidade de obras submarinas específicas.
Como vai funcionar o pedágio e o acesso a via expressa para moradores e turistas
Uma das questões centrais é o valor do pedágio, estimado inicialmente em cerca de 1.000 baht por trajeto para automóveis de passeio, o que pode chegar a 2.000 baht ida e volta.
Estudos avaliam o impacto desse custo sobre a renda local, a competitividade frente às balsas e o fluxo turístico, além da possibilidade de tarifas diferenciadas para residentes.
O potencial de tráfego é projetado em torno de 7 a 8 mil veículos por dia, com pedágio usado para recuperar parte do investimento e custear manutenção.
O acesso de motocicletas segue em avaliação, considerando segurança, velocidade média e condições de vento, o que afeta diretamente trabalhadores que dependem desse tipo de veículo.

Quais serão as principais etapas até a inauguração
O cronograma preliminar prevê conclusão do estudo de viabilidade, incluindo engenharia, demanda de tráfego, impactos socioeconômicos e ambientais.
Em seguida, o relatório de impacto ambiental será analisado pelo órgão ambiental nacional, que poderá aprovar, exigir ajustes ou impor condicionantes específicas.
- Concluir estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental
- Submeter e aprovar o estudo de impacto ambiental
- Obter aval do gabinete de governo e definir o modelo de concessão
- Realizar desapropriações e detalhar o traçado em terra
- Lançar licitações para construção e operação da via expressa
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Qual é a previsão de operação e os impactos esperados
A construção deve durar alguns anos, com previsão de início de operação em meados da próxima década.
Quando concluída, a via expressa para Koh Samui deve oferecer uma alternativa mais rápida ao transporte por balsa, facilitando deslocamentos diários e o escoamento de mercadorias.
A forma de definição das tarifas, das regras de acesso para diferentes tipos de veículos e das medidas ambientais adotadas influenciará diretamente a percepção da população.
O projeto tende a reforçar a posição da ilha como destino turístico relevante, ao mesmo tempo em que traz desafios de sustentabilidade e planejamento urbano.
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