Um plano de Tusk para o exército polonês
Polônia oferecerá treinamento militar de larga escala a homens adultos; Governo quer 500 mil aptos à guerra
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, anunciou um plano governamental para oferecer treinamento militar em larga escala a homens adultos até o fim de 2025. nesta sexta-feira, 7.
A medida faz parte de uma série de investimentos de Tusk no setor militar, com o objetivo de aumentar o número de combatentes do exército polonês para 500 mil soldados.
Segundo o premiê, o governo está trabalhando para que todos os homens adultos do país sejam aptos para atuar “em caso de guerra”. Com isso, a Polônia criaria uma reserva militar “comparável” às grandes potências.
“Estamos falando sobre a necessidade de ter um exército de meio milhão de homens na Polônia, incluindo reservistas “, disse Tusk.
Na avaliação do governo polonês, os homens saudáveis podem contribuir para “defender a pátria”, pois, segundo ele, a guerra segue sendo “predominantemente masculina”. Tusk, porém, não descartou a presença de soldados do sexo feminino.
“A guerra está mais associada aos homens por causa de suas condições físicas, mas é claro que estará aberta a ambos os sexos”.
Na Suíça, os cidadãos que se alistam recebem benefícios econômicos como incentivo.
Tusk quer fazer da medida uma tradição entre os poloneses.
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Investimentos
A Polônia tem sido o país que mais investiu em defesa, entre os europeus, nos últimos anos.
Em publicação no X, Tusk reafirmou o posicionamento do país frente à invasão russa à Ucrânia.
“A guerra, a incerteza geopolítica e a nova corrida armamentista iniciada por Putin deixaram a Europa sem escolha. A Europa deve estar pronta para esta corrida, e a Rússia a perderá, como a União Soviética perdeu há 40 anos. A partir de hoje, a Europa se armará com mais sabedoria e rapidez do que a Rússia”, publicou Tusk no X na quinta-feira, 6 de março.
Nesta sexta, 7, ele aprofundou sua avaliação no Parlamento, explicando as medidas:
“Estamos testemunhando uma mudança significativa na política dos EUA em relação à guerra Rússia-Ucrânia. Cada nação, incluindo a Polônia, tem o direito e a responsabilidade de avaliar cuidadosamente o que se alinha com seus interesses, segurança e o que pode representar um desafio.
O compromisso da Polônia com as relações transatlânticas e a OTAN deve permanecer inquestionável.
Nossa segurança está diretamente ligada não apenas à situação atual no front de guerra, mas também ao status futuro da Ucrânia.
Se a Ucrânia permanecer um Estado totalmente soberano e pró-ocidental, a Polônia e a Europa estarão mais seguras. Se perder a guerra ou aceitar um acordo que enfraqueça sua soberania, a posição geopolítica da Polônia se deteriorará.
Transferiremos fundos de projetos não essenciais para melhorar nossas capacidades de defesa.
Os fundos europeus serão direcionados para o fortalecimento das capacidades de defesa. Vamos nos concentrar em defesa aérea, artilharia, munição, mísseis, drones, mobilidade militar, guerra eletrônica, bem como IA em aplicações militares e armas cibernéticas.
Ontem, o Conselho Europeu reconheceu o Escudo Leste como uma prioridade para a União Europeia. Isso levará a um aumento no financiamento para instalações e atividades em nossa fronteira oriental.”
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
08.03.2025 11:16Que os demais países europeus comecem já a agir, preparando-se para uma guerra no continente encabeçada pela fome territorial desenfreada de Putin.