UE promete novas sanções contra o Irã
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o crescente número de vítimas no país como "assustador"
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira, 13, que o bloco irá propor “rapidamente” novas sanções contra os responsáveis pela repressão aos protestos no Irã.
Segundo ela, o crescente número de vítimas no país é “assustador”.
“O crescente número de vítimas no Irã é assustador. Condeno veementemente o uso excessivo da força e a contínua restrição da liberdade.
A União Europeia já incluiu a Guarda Revolucionária Islâmica na sua totalidade na sua lista de sanções por violação dos direitos humanos.
Em estreita cooperação com a HRVP Kaja Kallas, novas sanções contra os responsáveis pela repressão serão propostas rapidamente.
Nos solidarizamos com o povo do Irã, que marcha bravamente em busca de sua liberdade”, escreveu Von der Leyen no X.
“Últimos dias e semanas” do regime do Irã
Mais cedo, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta terça-feira, 13, que o mundo está testemunhando os “últimos dias e semanas” do regime do aiatolá Ali Khamenei, no Irã.
A declaração foi dada em meio a protestos generalizados no país e ao endurecimento da repressão aos manifestantes por parte das forças de segurança iranianas.
Segundo Merz, o regime iraniano carece de “legitimidade perante a população por meio de eleições”.
“Se um regime só consegue se manter no poder através da violência, então ele está efetivamente acabado. Presumo que estejamos testemunhando os últimos dias e semanas deste regime”, disse Merz durante uma visita diplomática à Índia.
Mortos em protestos no Irã
Segundo a ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, pelo menos 648 manifestantes, incluindo nove menores de 18 anos, foram mortos durante os protestos no Irã. Além disso, milhares de pessoas ficaram feridas.
A ONG estima que mais de 10 mil pessoas foram presas pelas forças de segurança nos últimos 16 dias.
“O assassinato generalizado de manifestantes civis nos últimos dias pela República Islâmica faz lembrar os crimes do regime na década de 1980, que foram reconhecidos como crimes contra a humanidade. O risco de execuções em massa e extrajudiciais de manifestantes é extremamente sério. Sob a Responsabilidade de Proteger, a comunidade internacional tem o dever de proteger manifestantes civis contra assassinatos em massa por parte da República Islâmica e do seu Corpo de Guardas Revolucionárias Islâmicas. Apelamos às pessoas e à sociedade civil dos países democráticos para que lembrem aos seus governos essa responsabilidade”, disse o diretor da Iran Human Rights, Mahmood Amiry-Moghaddam.
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