Trump vai à Suprema Corte por deportação de imigrantes ilegais
Casa Branca tenta anular ordem de juiz federal após deportação de oito homens para o Sudão do Sul
O governo Trump ingressou com uma ação na Suprema Corte dos Estados Unidos para anular a ordem do juiz federal Brian Murphy que impede a deportação imediata de imigrantes ilegais a terceiros países.
Nos últimos dias, as autoridades americanas decidiram enviar oito homens com antecedentes criminais para o Sudão do Sul, após os seus países de origem – Cuba, Laos, México, Mianmar e Vietnã – se recusarem a recebê-los.
Inicialmente, eles foram informados que seriam enviados para a África do Sul, no entanto, o governo avisou os detidos sobre a mudança de destino para o outro país africano.
Segundo o juiz Murphy, os imigrantes receberam o aviso menos de 16 horas antes da partida, portanto, tiveram “capacidade limitada” de se comunicarem com suas famílias ou advogados.
O magistrado também destacou que o Sudão do Sul – cujo país havia inicialmente se recusado a receber os imigrantes – é um território para o qual os Estados Unidos emitem advertências de viagem, em razão dos riscos elevados de segurança.
“Dada a totalidade das circunstâncias, é difícil levar a sério a noção de que os réus pretendiam que esses indivíduos tivessem qualquer oportunidade real de fazer uma reivindicação válida ”, diz trecho da decisão de Murphy.
A ordem do juiz não exigiu que o governo Trump devolvesse os homens aos EUA. No entanto, Murphy sugeriu que eles fossem mantidos para audiências em Djibuti, sob custódia das autoridades americanas.
Em resposta, o Departamento de Justiça americano apresentou um recurso imediato, acusando Murphy de interferir na execução das políticas de deportação da Casa Branca para países terceiros.
“O processo inventado pelo tribunal distrital oferece pouco mais do que um adiamento. Embora certos estrangeiros possam se beneficiar do adiamento de sua remoção, a nação não”, afirma o governo americano.
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