Trump tem saúde “excelente” mas precisa perder peso, diz médico
Documento médico relata melhora de quadro vascular diagnosticado no ano passado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), está em “excelente estado de saúde”, segundo relatório divulgado pela Casa Branca nesta sexta-feira, 29, após seu exame médico anual.
O documento foi assinado pelo médico Sean Barbabella, que afirmou que o republicano está “plenamente apto a desempenhar todas as funções de Comandante em Chefe e Chefe de Estado”.
Trump, que completa 80 anos em junho, realizou os exames no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, em Washington.
Após a avaliação, afirmou em sua rede Truth Social que “tudo foi verificado perfeitamente”.
Segundo o relatório, o presidente apresentou funções cardíaca, pulmonar, neurológica e física dentro da normalidade.
Ele também obteve a pontuação máxima, 30 de 30, em um teste cognitivo utilizado para avaliar a saúde mental.
O médico informou que Trump ganhou cerca de 6,3 quilos desde o exame realizado em abril de 2025. Por isso, recebeu orientações relacionadas à alimentação, aumento da atividade física e continuidade da perda de peso.
Histórico médico
O documento aponta ainda que Trump continua com um leve inchaço nas pernas, mas registra melhora em relação ao ano passado.
Em 2025, foi divulgado que o presidente havia sido diagnosticado com insuficiência venosa crônica, condição que dificulta o retorno do sangue das pernas ao coração.
Os hematomas observados nas mãos do presidente também foram mencionados no relatório.
Segundo Barbabella, eles são “compatíveis com uma leve irritação dos tecidos moles relacionada a apertos de mão frequentes” e ao uso de aspirina para prevenção cardiovascular.
O médico acrescentou que esse tipo de marca é “um efeito comum e benigno da terapia com aspirina”.
Além do medicamento, Trump utiliza dois remédios para controle do colesterol e está com exames preventivos e imunizações em dia.
O presidente já declarou que toma 325 miligramas de aspirina por dia, dose superior à normalmente recomendada por médicos.
Ao Wall Street Journal, justificou a prática dizendo que não quer “sangue espesso fluindo pelo meu coração”.
Trump também afirmou que não costuma fazer exercícios regulares além de jogar golfe.
“Eu simplesmente não gosto. É entediante”, disse.
O exame foi o terceiro check-up conhecido desde seu retorno à Casa Branca e ocorre em meio ao debate recorrente sobre a saúde de presidentes americanos, especialmente após os questionamentos enfrentados por seu antecessor, o ex-presidente Joe Biden.
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