Trump sugere “cessar-fogo incondicional de 30 dias” na guerra da Ucrânia
Republicano ameaçou impor sanções por descumprimento dos termos firmados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 8, que segue negociando uma proposta de acordo de cessar-fogo incondicional de 30 dias com a Rússia e Ucrânia.
“As negociações com a Rússia/Ucrânia continuam. Os EUA pedem, idealmente, um cessar-fogo incondicional de 30 dias. Espera-se que um cessar-fogo aceitável seja observado e ambos os países sejam responsabilizados por respeitar a santidade dessas negociações diretas“, publicou na Truth Social.
Segundo o republicano, os Estados Unidos vão estabelecer “novas sanções” caso haja o descumprimento dos termos firmados entre os países.
“Se o cessar-fogo não for respeitado, os EUA e seus parceiros imporão novas sanções. Milhares de jovens soldados morrem semanalmente, e todos deveriam querer que isso PARE.
Eu quero, e os Estados Unidos da América também. Como Presidente, permanecerei comprometido em garantir a Paz entre a Rússia e a Ucrânia, juntamente com os europeus, e será uma Paz Duradoura!
Este cessar-fogo deve, em última análise, conduzir a um Acordo de Paz. Tudo pode ser feito muito rapidamente, e estarei disponível a qualquer momento se meus serviços forem necessários. Agradeço a sua atenção a este assunto!”, escreveu.
Leia mais: “Russos mataram 19 crianças ucranianas em abril”
Crianças
Um relatório da Comissão de Direitos Humanos da ONU apontou que o número de civis mortos na guerra da Ucrânia aumentou 23% em abril, em comparação com o mês anterior.
Ao todo, 209 civis foram mortos e 1.446 ficaram feridos.
Dentre elas, 19 crianças morreram e 78 sofreram lesões.
Esse foi o maior número de mortes civis registrado em um único mês desde junho de 2022.
O mês de abril superou o total combinado dos quatro meses anteriores, sendo o mais letal para civis desde o ano passado.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o número subiu 84%.
“A grande maioria das vítimas civis (97%) ocorreu em território controlado pela Ucrânia”, diz trecho do documento.
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