Trump restabelece política de ‘pressão’ contra o regime cubano
Presidente americano assina memorando para sufocar o "regime ilegítimo" e auxiliar o "povo cubano em sua busca por liberdade e justiça"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira, 30, um Memorando Presidencial de Segurança Nacional (NSPM, na sigla em inglês) para restabelecer a política adotada pelo governo americano contra o regime cubano durante o seu primeiro mandato.
Com a medida, os EUA revogam políticas econômicas assinadas pelo ex-presidente Joe Biden que, segundo a atual administração, beneficiam a ditadura cubana, os militares, serviços de inteligência e agências do regime às custas do povo de Cuba,
Além disso, o memorando proíbe transações financeiras diretas ou indiretas com entidades controladas pelos militares cubanos, entre as quais o o Grupo de Administración Empresarial SA (GAESA) e suas subsidiárias.
Trump apoiará o embargo econômico a Cuba e rejeitará os apelos para o término das sanções. De acordo com o memorando, os EUA pretendem auxiliar o povo cubano a ter direito a uma imprensa livre, criação de empresas e atividades liberais.
O memorando também impõe a proibição legal do turismo americano a Cuba e garante o cumprimento por meio de auditorias regulares e a obrigação de manter registros de todas as transações relacionadas a viagens por pelo menos cinco anos.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, que é filho de cubanos, afirmou que os EUA responsabilizarão o “regime cubano ilegítimo” e apoiarão “o povo em sua busca por liberdade e justiça.”
“Graças à liderança do Presidente Donald Trump, os Estados Unidos estão comprometidos em promover a liberdade e a prosperidade em Cuba. Que não haja dúvidas: sob a liderança do presidente Trump, responsabilizaremos o regime cubano ilegítimo e apoiaremos o povo cubano em sua busca por liberdade e justiça”, publicou no X.
Cubana na CIDH
Com o apoio dos EUA, a ativista cubana Rosa María Payá foi eleita na sexta-feira, 27, nova integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Em março, os Estados Unidos indicaram Payá como candidata.
Com pouco apoio, ela era dada como derrotada na disputa.
No entanto, o cenário mudou quando o subsecretário do Departamento de Estado americano, Chris Landau, afirmou que o presidente Donald Trump estava revisando a participação dos EUA na organização.
“Como vocês devem saber, o Presidente (Donald) Trump emitiu uma ordem executiva no início deste governo, instruindo o Secretário de Estado (Marco Rubio) a revisar todas as organizações internacionais das quais os Estados Unidos são membros , dentro de seis meses, para determinar se tal filiação atende aos melhores interesses dos Estados Unidos e se essas organizações podem ser reformadas. Ao concluir essa revisão, o Secretário deverá reportar suas conclusões ao Presidente e recomendar se os Estados Unidos devem se retirar de alguma dessas organizações. Essa revisão está em andamento e, obviamente, a OEA é uma das organizações que estamos revisando”, afirmou.
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Comentários (1)
F-35- Hellfire
30.06.2025 21:13Olha aí Lula, um exemplo didático para você aprender com Trump e Netanyahu como as democracias devem tratar ditaduras sanguinárias e extremamente corruptas como as de Cuba, Venezuela, Rússia, Irã e Coréia do Norte! Nada de apoiar ditadores assassinos e ladrões dos seus povos e, à custa do povo sofrido e sem esperanças, acariciar as cabeças desses mesmos ditadores!!!!