Trump recua de ideia de transmitir execução ao vivo
Familiares de vítimas, porém, poderão assistir à execução de Nidal Hassan presencialmente
O presidente americano, Donald Trump, recuou nesta quinta-feira, 15, da ideia de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan, ex-militar condenado pelo ataque à base de Fort Hood, no Texas, em 2009.
Na semana passada, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, havia anunciado que a execução ocorreria em 3 de dezembro, por pelotão de fuzilamento.
Em publicação na Truth Social, Trump justificou o recuo afirmando que “muitas pessoas boas” prefeririam não assistir à execução.
“Acho que transmitir a execução ao vivo para que todos pudessem assistir poderia ser um forte fator de dissuasão, permitindo que o mundo testemunhasse como os Estados Unidos lidam com terroristas e com ESCÓRIA como Hasan. No entanto, muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer. (…)”, escreveu.
Trump, contudo, confirmou que os familiares das vítimas poderão acompanhar a execução presencialmente.
“Ele morrerá, conforme previsto, por fuzilamento, mas esse evento não será transmitido ao vivo. Ainda assim, os familiares mais próximos das vítimas poderão assistir à execução presencialmente, se assim desejarem. Eles merecem testemunhar a JUSTIÇA!”, afirmou.
Data e formato
Em entrevista ao canal Real America’s Voice, Hegseth havia afirmado que o Exército garantiria que o público pudesse acompanhar o procedimento, com o objetivo de mostrar que crimes desse tipo têm consequências graves no país.
Seria a primeira execução pública nos Estados Unidos em 90 anos.
Perguntado sobre eventual pedido final de Hasan ou contato dele com o governo, Hegseth respondeu: “Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro”.
Reações
O vice-presidente J.D. Vance deu posição distinta da de Trump nesta sexta. Afirmou não saber se a execução será transmitida e disse que não assistirá, caso isso ocorra.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos classificou a transmissão ao vivo como forma de “tortura”.
Em mensagem enviada à AFP, o órgão declarou: “Como o Alto Comissariado ressaltou em reação às execuções públicas no Afeganistão e no Irã, as execuções públicas constituem uma forma de tratamento ou pena cruel, desumano e degradante”.
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