Trump “quer um acordo grande”, diz JD Vance
Vice-presidente dos EUA demonstra otimismo por acordo com o Irã
O vice-presidente americano, JD Vance, comentou nesta terça-feira, 14, sobre as mais de 20 horas de negociações com o Irã, onde liderou a delegação dos Estados Unidos.
No último domingo, 12, Vance deixou a capital do Paquistão sem um acordo com o regime iraniano.
Segundo ele, o presidente americano, Donald Trump,“não quer um acordo pequeno“, mas “quer um acordo grande.”
“Esse é o acordo que ele está oferecendo. Se vocês se comprometerem a não ter armas nucleares, faremos o Irã prosperar”, disse Vance durante um evento da Turning Point USA na Geórgia.
“Vamos tornar o país economicamente próspero e vamos integrar o povo iraniano na economia mundial como nunca antes em minha vida. Neste momento, estamos negociando para garantir que isso aconteça”, acrescentou.
Negociações retomadas?
Donald Trump afirmou nesta terça-feira, 14 que Washington retomará em breve as negociações diretas com o Irã, e sugeriu que Islamabad será novamente a sede das conversas.
Em conversa com o New York Post, pediu aos jornalistas que permanecessem na capital paquistanesa porque “algo poderia acontecer nos próximos dois dias”.
Trump aproveitou para destacar o papel do chefe do Estado-Maior paquistanês, Asim Munir, como mediador fundamental no processo.
Munir como facilitador-chave
Trump elogiou a atuação de Munir, citando seus antecedentes na resolução do conflito entre Índia e Paquistão em 2024: “O general está fazendo um trabalho excelente. É fantástico, e por isso é mais provável que voltemos lá”.
O presidente descartou outras sedes para as negociações: “Por que ir a um país que não tem nada a ver com isso?”, questionou, referindo-se à possibilidade de usar a Turquia. Europa foi mencionada como alternativa menos provável.
A administração americana, segundo Trump, não está satisfeita com o ritmo das conversações: “As coisas estão acontecendo, mas um pouco lentamente”, admitiu.
Trump está descontente com informações sobre propostas de Washington ao Irã para congelamento de vinte anos do programa de enriquecimento de urânio: “Já disse que não podem ter armas nucleares, então não gosto dessa questão dos vinte anos”, advertiu.
O republicano reforçou que o Irã não deve interpretar avanços parciais como vitórias: “Não quero que sintam que ganharam”, apontou.
Embora não tenha especificado quem liderará a próxima delegação, confirmou que não participará diretamente das negociações. Qualquer acordo, ressaltou, deve impedir que Teerã desenvolva capacidade de fabricar armas atômicas.
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