Trump prorroga trégua tarifária com a China por mais 90 dias
Segundo emissora CNBC, novo acordo possibilitará aos dois países a discussão de temas ainda sensíveis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva nesta segunda-feira, 11, prorrogando por mais 90 dias a trégua tarifária com a China.
Segundo a emissora CNBC, a trégua levou os dois países a reduzirem os aumentos tarifários sucessivos e a aliviarem as restrições impostas sobre exportações de tecnologias e ímãs de terra raras..
O acordo inicial estava previsto para expirar nesta terça-feira, 12.
A extensão da trégua alivia temores de uma nova guerra tarifária, que poderia sufocar o comércio entre EUA e China.
Uma escalada entre Washington e Pequim no início do ano interferiu negativamente nos mercados financeiros globais.
O novo adiamento permite que os países vancem em negociações sobre pontos ainda sensíveis, entre eles as tarifas ligadas ao tráfico de fentanil, as compras chinesas de petróleo russo e iraniano e as operações de empresas americanas na China.
Acordo comercial
Em junho, Trump concluiu um acordo comercial com a China.
“Nosso acordo com a China está concluído, sujeito à aprovação final do presidente Xi e minha. Ímãs completos e quaisquer terras raras necessárias serão fornecidos, de primeira, pela China. Da mesma forma, forneceremos à China o que foi acordado, incluindo estudantes chineses que utilizam nossas faculdades e universidades (o que sempre foi bom para mim!). Estamos recebendo um total de 55% de Tarifas, e a China 10%. O Relacionamento é excelente! Obrigado pela sua atenção a este assunto!”, escreveu Trump na Truth Social.
“Somando-se à leitura sobre a China, o presidente XI e eu trabalharemos em conjunto para abrir a China ao comércio com os EUA. Isso seria uma grande VITÓRIA para ambos os países!!!”, acrescentou.
O princípio de acordo foi alcançado após dois dias de negociações em Londres entre autoridades dos dois países.
Guerra comercial
O acordo entre EUA e China ocorreu em meio a um cenário marcado por acusações mútuas entre os líderes dos dois países sobre a possibilidade de desrespeito aos termos de uma trégua comercial estabelecida recentemente.
Trump, que desde sua posse em janeiro implementou políticas de proteção comercial nos EUA, intensificou as tensões ao alegar que a China não cumpriu os compromissos acordados durante negociações realizadas no mês passado em Genebra.
Na reunião de maio, os dois países tinham conseguido um entendimento para suspender temporariamente uma escalada nas tarifas, que havia levado os impostos sobre produtos americanos a 125% e os sobre produtos chineses a 145%.
Leia mais: “Mais latido que mordida”, diz Economist sobre tarifaço de Trump
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)