Trump promete tarifas “em torno de 25%” para carros
Os Estados Unidos atualmente cobram 2,5% de taxas sobre carros de passeio
O presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 18, que o governo dos EUA deve impor tarifas de 25% sobre carros.
“Provavelmente direi isso a vocês em 2 de abril, mas será em torno de 25%”, afirmou em coletiva.
O republicano já disse, em outras ocasiões, que os Estados Unidos recebem um tratamento injusto nas exportações de automóveis a outros países.
No caso da União Europeia, as nações integrantes do bloco aplicam 10% de tarifa sobre importações de veículos. Atualmente, os EUA cobram 2,5% sobre carros de passeio.
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“Tarifas recíprocas”
Na semana passada, Trump anunciou a imposição de “tarifas recíprocas” aos parceiros comerciais, três dias após confirmar as taxas de 25% sobre a importação de aço e alumínio.
Segundo o republicano, os países aliados dos EUA são “piores que os inimigos” ao referir-se aos termos comerciais.
“Se eles impuserem uma tarifa ou um imposto sobre nós, nós impomos exatamente o mesmo nível de tarifa ou imposto sobre eles, é simples assim”, disse.
Guerra comercial atinge o Brasil
Nas batalhas comerciais, Trump citou a falta de reciprocidade do Brasil em relação às taxas sobre o etanol.
Segundo a Casa Branca, o governo brasileiro cobra uma tarifa de 18% sobre o etanol dos EUA, enquanto os americanos impõem taxas de apenas 2,5% ao etanol brasileiro.
“A tarifa dos EUA sobre o etanol é de meros 2,5%. No entanto, o Brasil cobra das exportações de etanol dos EUA uma tarifa de 18%. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto os EUA exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil”, diz trecho.
No comunicado, o governo Trump afirmou que “não tolerará mais práticas comerciais desleais“.
“Os Estados Unidos são uma das economias mais abertas do mundo, mas nossos parceiros comerciais mantêm seus mercados fechados para nossas exportações. Essa falta de reciprocidade é injusta e contribui para nosso grande e persistente déficit comercial anual.”
Para a Casa Branca, a falta de reciprocidade é uma das fontes do “persistente déficit comercial anual de bens” nos EUA.
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