Trump proíbe entrada de cidadãos de 12 países nos EUA
Casa Branca ampliou a política de restrição de entrada de estrangeiros, alegando riscos à segurança nacional
A Casa Branca divulgou um comunicado nesta quarta-feira, 4, sobre uma nova política de restrição de vistos que proíbe a entrada de cidadãos de 12 países no território americano.
Em sua decisão, os EUA alegam que os países são considerados deficientes em termos de triagem e verificação de identidade de sues cidadãos, além de representarem risco em relação ao terrorismo e à segurança nacional.
“Proclamação restringe e limita totalmente a entrada de cidadãos de 12 países considerados deficientes em termos de triagem e verificação e considerados de alto risco para os Estados Unidos: Afeganistão, Birmânia, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen”, diz trecho da publicação.
O governo Trump anunciou ainda restrições parciais a cidadãos de Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.
“As restrições e limitações impostas pela Proclamação são necessárias para obter cooperação de governos estrangeiros, fazer cumprir nossas leis de imigração e promover outros objetivos importantes de política externa, segurança nacional e combate ao terrorismo”, diz trecho da nota.
A nova política inclui exceções a residentes permanentes com visto regularizado.
Argumentos
Segundo a Casa Branca, alguns dos países mencionados têm processos de triagem e verificação inadequados, o que dificulta “a capacidade dos Estados Unidos de identificar potenciais ameaças à segurança antes da entrada”.
De acordo com o governo americano, outras nações apresentam taxas de permanência fora do prazo de visto e não cooperam com o compartilhamento de informações sobre identidade e ameaças.
O comunicado também destaca que alguns países têm uma presença terrorista significativa ou terrorismo patrocinado pelo Estado.
Como agravante, muitas dessas nações se recusam a aceitar o retorno de seus cidadãos repatriados, criando impasses diplomáticos e operacionais.
“Restauraremos a proibição de viagens, algumas pessoas a chamam de proibição de viagens de Trump, e manteremos os terroristas islâmicos radicais fora do nosso país, o que foi confirmado pela Suprema Corte”, disse o presidente americano, Donald Trump.
Em seu site, a Casa Branca apresenta a justificativa para a suspensão total e parcial por país.
Afeganistão
“O Talibã, um grupo Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT), controla o Afeganistão. O Afeganistão carece de uma autoridade central competente ou cooperativa para a emissão de passaportes ou documentos civis e não possui medidas adequadas de triagem e verificação. De acordo com o Relatório de Estadia Excedente de Entrada/Saída do Departamento de Segurança Interna (DHS) do Ano Fiscal de 2023 (“Relatório de Estadia Excedente”), o Afeganistão teve uma taxa de permanência excedente de vistos de negócios/turismo (B1/B2) de 9,70% e uma taxa de permanência excedente de vistos de estudante (F), profissional (M) e visitante de intercâmbio (J) de 29,30%”, afirma.
Irã
“O Irã é um Estado patrocinador do terrorismo. O Irã frequentemente falha em cooperar com o governo dos Estados Unidos na identificação de riscos à segurança, é fonte de terrorismo significativo em todo o mundo e historicamente não aceita o retorno de seus cidadãos deportados”.
Iêmen
“O Iêmen não possui uma autoridade central competente ou cooperativa para a emissão de passaportes ou documentos civis e não possui medidas adequadas de triagem e verificação. O governo não tem controle físico sobre seu próprio território. Desde 20 de janeiro de 2025, o Iêmen tem sido palco de operações militares ativas dos EUA”.
Cuba
“Cuba é um Estado patrocinador do terrorismo. O Governo cubano não coopera nem compartilha informações policiais suficientes com os Estados Unidos. Cuba historicamente se recusou a aceitar de volta seus cidadãos deportados. De acordo com o Relatório de Estadia Excessiva, Cuba teve uma taxa de permanência excedente para vistos B1/B2 de 7,69% e uma taxa de permanência excedente para vistos F, M e J de 18,75%.“
Venezuela
“A Venezuela não possui uma autoridade central competente ou cooperativa para a emissão de passaportes ou documentos civis e não possui medidas adequadas de triagem e verificação. Historicamente, a Venezuela se recusou a aceitar de volta seus cidadãos repatriados. De acordo com o Relatório de Estadia Excedente, a Venezuela teve uma taxa de permanência excedente de vistos B1/B2 de 9,83%.”
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