Trump parabeniza Espriella e fala em “relação poderosa” com a Colômbia
Ex-presidente Gustavo Petro não reconheceu vitória de candidato da direita nas eleições presidenciais colombiana
O presidente americano, Donald Trump, parabenizou nesta segunda-feira, 22, o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, por sua vitória contra Iván Cepeda, candidato de esquerda apoiado pelo ex-presidente Gustavo Petro nas eleições.
Em postagem na Truth Social, o republicano disse em construir uma “relação poderosa” entre os dois países.
“Parabéns ao ‘El Tigre’ (O TIGRE!) Abelardo de la Espriella, o novo Presidente da Colômbia! Foi uma grande honra apoiá-lo, e espero que trabalhemos juntos para construir uma relação poderosa entre a Colômbia e os Estados Unidos da América, o que trará novos níveis de grandeza para ambos os nossos países!”, disse Trump em publicação em sua redes social Truth Social.
Petro não reconhece
Petro não reconheceu a vitória de Espriella na eleição presidencial colombiana com base na contagem rápida feita pelo Registro Nacional de Estado Civil.
Em uma sequência de publicações nas redes sociais, ele disse que cabe ao escrutínio, ou seja, um processo minucioso de contagem dos votos, determinar quem é o presidente eleito.
“Com os mesmos dados do cartório eleitoral, o resultado da pré-contagem neste momento é 49,3 por Abelardo e 49 por Cepeda.
Não se pode proclamar nenhum presidente.
É o escrutínio que determina quem é o presidente. Obedeço aos juízes.
Tranquilidade entre a cidadania, por favor. A realidade nos dá um país dividido ao meio, e interferência estrangeira nos tirando a liberdade.
Impõe-se um acordo Nacional se quisermos manter a Pátria e a paz nos anos por vir”, escreveu o presidente da Colômbia na noite de domingo, 21, no X.
A diferença entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda, candidato de esquerda apoiado por Petro, é de 0,96%, cerca de 250 mil votos.
Desconfiança estrutural
Petro questiona há anos a forma como o Registro Nacional de Estado Civil, uma instituição independente do Poder Executivo, realiza a logística eleitoral.
O órgão contrata uma empresa privada para elaborar as cédulas e distribuir o material eleitoral, além de realizar a contagem rápida dos votos, que ocorre após o fechamento das urnas.
No X, Petro também menciona modificações em formulários E14, remoção de algoritmos de segurança e possibilidade de um mesmo colombiano votar várias vezes no exterior.
“Estamos nos aproximando da realidade peruana: sem os votos comprados e coagidos, Cepeda vence em território colombiano, mas perderia com os votos colombianos nos EUA. Isso simplesmente mostra que os colombianos que ainda estão em paz nos EUA, apesar da ameaça americana de revogar sua residência, votaram na extrema direita. Mesmo votando em democratas nos EUA há algum tempo, eles preferem as opções mais direitistas e violentas na Colômbia”, disse Petro nesta segunda, 22.
“É uma situação política instável porque a base do poder está localizada em território colombiano”, acrescentou.
Segundo Petro, “há também uma questão relacionada aos votos no exterior que precisa ser resolvida hoje durante a recontagem”.
“Os juízes devem determinar se os mesários são residentes dos países onde trabalharam ou se foram trazidos da Colômbia e autorizados a fazê-lo”, disse.
Iván Cepeda anunciou que seu partido pedirá a impugnação de 33 mil mesas eleitorais.
Cada mesa eleitoral pode ter até 300 votos na Colômbia.
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