Trump ordena arquitetura clássica para prédios federais nos EUA
Ordem alcança obras acima de US$ 50 milhões na Região da Capital Nacional e prioriza estilos neoclássico, georgiano, Beaux-Arts e art déco
O governo dos Estados Unidos assinou, na quinta, 28, uma ordem executiva que estabelece a preferência por arquitetura clássica e tradicional em prédios públicos federais “aplicáveis”.
A diretriz vale para a Região da Capital Nacional e inclui sedes de agências e tribunais.
O texto abrange projetos com custo superior a US$ 50 milhões e foi apresentado, segundo a Casa Branca, com a justificativa de restaurar a dignidade cívica de edifícios federais.
A ordem define o que considera arquitetura clássica. São citados estilos como neoclássico, georgiano, Beaux-Arts e art déco. O governo também descreve “arquitetura tradicional” como esse conjunto somado a estilos históricos regionais.
Para orientar decisões, o texto contrasta a preferência com estilos como brutalismo e desconstrutivismo.
A intenção é dar clareza sobre o que a administração entende como adequado ao caráter cívico dos edifícios. O documento afirma que projetos devem comunicar estabilidade institucional.
O alcance inclui prédios federais “aplicáveis” na capital, como tribunais e sedes de órgãos. A ordem também se aplica a novas obras que superem o limite de custo definido.
O governo afirma que quer edificações que o público reconheça como espaços civis.
O procedimento de aprovação ganhou novas etapas. O administrador responsável deverá informar o presidente com 30 dias de antecedência se pretender aprovar projeto que se afaste da orientação. A comunicação deve apresentar justificativa técnica para a exceção.
A Casa Branca informou nomeações para a Comissão de Planejamento da Capital Nacional.
O colegiado participa da análise de intervenções e projetos federais na região de Washington. O governo também examina a requalificação dos edifícios James V. Forrestal e Jamie L. Whitten.
A ideia central é favorecer estilos clássicos e tradicionais em projetos de grande porte, com foco na capital. Em casos fora desse escopo, o texto prevê avaliação específica e documentação das razões para escolhas diferentes.
Com isso, novos projetos federais relevantes passam a ser planejados sob esse critério.
A Casa Branca descreve o objetivo como reforço do caráter cívico e da legibilidade institucional dos prédios públicos. O documento não traz outras metas de prazo ou custo além do limite de US$ 50 milhões.
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