Trump não planeja uma ação militar no México, diz Sheinbaum
Presidente mexicana conversou por telefone com o homólogo americano
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira, 12, após conversar por telefone com Donald Trump, que o homólogo americano lhe disse que não planeja uma ação militar no México.
“Tivemos uma conversa muito produtiva com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Discutimos diversos temas, incluindo segurança com respeito à nossa soberania, redução do tráfico de drogas, comércio e investimento. A colaboração e a cooperação num contexto de respeito mútuo sempre trazem resultados”, escreveu Sheinbaum no X.
Em sua entrevista coletiva matinal, ela acrescentou:
“O povo do México precisa saber, primeiro, que seu presidente jamais negociará soberania ou integridade territorial. Jamais. Segundo, que buscamos coordenação sem subordinação, como iguais. E terceiro, que isso é permanente.”
A presidente mexicana disse ainda ter reiterado a Trump que o México era contra intervenções militares.
“No fim, dissemos que continuaremos colaborando nesse sentido. Ele insistiu que, se solicitássemos, eles poderiam ajudar com outras questões. Dissemos a ele que, até o momento, as coisas estão indo muito bem”, afirmou.
Sheinbaum revelou ter pedido a reunião com Trump após o presidente americano citar o México como exemplo de país latino americano controlado por cartéis.
“Nessas circunstâncias, é sempre melhor buscar o diálogo do que recorrer à mídia”, indicou.
Combate aos cartéis
Trump afirmou na quinta-feira, 8, que os EUA irão começar a combater os cartéis de drogas “por terra”.
“Já eliminamos 97% das drogas que entram por via marítima e agora vamos começar a combater os cartéis por terra. Os cartéis controlam o México. É muito triste ver o que aconteceu com aquele país, mas os cartéis estão no controle e matando de 250 a 300 mil pessoas no nosso país todos os anos. As drogas são horríveis. Devastam famílias. Você perde um filho ou um dos pais. Aliás, os pais também morrem por causa das drogas. Então, fizemos um ótimo trabalho. Estamos reduzindo bastante o problema. Os números estão diminuindo, sempre serão muito altos se houver apenas uma pessoa envolvida, mas estão caindo, assim como na fronteira. A fronteira era um caos total por anos. Da primeira vez, eu resolvi o problema muito rapidamente. E desta vez, fiz ainda melhor, porque a situação era muito pior. Esta era uma fronteira como nenhuma outra, provavelmente na história do mundo. Nunca houve uma fronteira assim, em que qualquer um pudesse simplesmente entrar no seu país”, disse o presidente americano ao programa Hannity, da Fox News.
Com autorização de Trump, os militares americanos capturaram o ex-ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, capital da Venezuela, em 3 de janeiro.
Maduro foi levado aos EUA, onde está preso.
Em audiência no tribunal de Nova York, ele se declarou inocente de quatro acusações criminais, incluindo narcoterrorismo.
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