Trump não fala com María Corina Machado desde outubro
Vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina disse que planeja retornar à Venezuela "assim que possível"
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou na segunda-feira, 5, que não fala com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde outubro de 2025.
“Na verdade, falei com o presidente Trump em 10 de outubro, no mesmo dia em que o prêmio [Nobel da Paz] foi anunciado. Não desde então”, disse a opositora de Nicolás Maduro no programa “Hannity”, da Fox News.
“Mas quero dizer hoje, em nome do povo venezuelano, o quanto somos gratos por sua visão corajosa, pelas ações históricas que ele tomou contra esse regime terrorista narcotráfico para começar a desmantelar essa estrutura e levar Maduro à justiça”, acrescentou.
Vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina disse que planeja retornar à Venezuela “assim que possível”.
“Todos os dias decido onde posso ser mais útil à nossa causa. Foi por isso que permaneci escondida por mais de 16 meses, e foi por isso que decidi sair, porque acredito que neste momento sou mais útil à nossa causa, podendo falar de onde estou”, afirmou, sem revelar sua localização.
EUA vão “governar” a Venezuela
Trump afirmou no sábado, 3, que os EUA assumirão o controle da Venezuela temporariamente, após a captura do ditador Nicolás Maduro.
“Vamos governar o país até o momento em que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa”, disse em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, sugerindo uma ocupação americana.
Trump descreveu a operação militar na madrugada de sábado como uma força sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, realizada por “ar, terra e mar”.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os EUA estão dispostos a trabalhar com as atuais lideranças da Venezuela, desde que o novo comando do país tome “as decisões certas”.
Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS News, Rubio afirmou que a postura de Washington será definida pelas ações do novo governo venezuelano.
“Vamos julgar tudo pelo que eles fizerem, e vamos ver o que eles farão”, afirmou. Segundo ele, caso isso não ocorra, os EUA manterão pressão:
“Se eles não tomarem as decisões corretas, os Estados Unidos manterão múltiplas ferramentas de pressão para garantir a proteção de nossos interesses.”
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